Juhos, CsongorBranco, Marta Maria Carvalho Rodrigues2016-04-142016-04-142015http://hdl.handle.net/10400.12/4545Dissertação de Mestrado apresentada ao ISPA - Instituto UniversitárioO presente estudo pretendeu analisar associações entre os niveis de ansiedade-estado, preocupação e a procrastinação académica no inicio e no final de um semestre lectivo. De acordo com as hipóteses, pretendeu-se associar um aumento da ansiedade-estado a um aumento da procrastinação académica, bem como verificar o melhor preditor da procrastinação académica. Adicionalmente, foi feita uma exploração ás preocupações e razões subjacentes à procrastinação académica. A fase jovem adulta traz consigo inúmeras mudanças, o que faz com que os jovens se encontrem sucessivamente sob diversas pressões, bem como a preocuparem-se mais comparativamente à idade adulta. Assim, acabam frequentemente por adiar ou não conseguir terminar as suas tarefas ao ponto de experenciarem desconforto, levando a uma fraca adaptação e a uma pobre saúde mental. Participaram neste estudo um total de 69 estudantes universitários do primeiro ano com idades entre os 18 e os 29 anos, maioritariamente mulheres (65%). Os participantes preencheram o State Trait Anxiety Inventory, form-Y1 (Danilo Silva, 2003), o Worry Domains Questionnaire–Short Form (Stober & Joorman, 2001) e o Procrastination Assessment Scale for Students (Solomon & Rothblum, 1984). Os resultados indicaram que a preocupação revelou-se o melhor preditor da procrastinação académica tanto no inicio F(1,63) = 22.505; p<0.001 como no final do semestre F(1,67) = 43.075; p<0.001. Os resultados também indicaram que não é possivel concluir uma associação directa entre ansiedade-estado e procrastinação académica em ambos os momentos. Discutiram-se as implicações dos resultados e a importância da introdução de diferentes variáveis em estudo, sugerindo-se um programa de intervenção para a procrastinação académica com base na preocupação não-patológica.ABSTRACT: The present study evaluates associations between the levels of state-anxiety, worry and academic procrastination, in the beginning and at the end of one semester. We intended to associate an increase of the state-anxiety to an increase of academic procrastination as well as trying to find the best model predictor of academic procrastination. Furthermore, it was made an exploratory analysis of the worries and reasons underlying the act of procrastinating academically. The young adulthood often brings many changes, which makes them continuously under pressure, worrying more compared to adulthood. Therefore, young people often end up delaying or are unable to finish their tasks at the point of experiencing discomfort, leading to poor adaptation and poor mental health. 69 first year university students participated in both moments of this study, with ages between 18 and 29 years, mostly women (65%). Participants completed a battery of instruments with three self-completion questionnaires, State Trait Anxiety Inventory, form Y1 (Danilo Silva, 2003) , Worry Domains Questionnaire –Short Form (Stober & Joorman, 2001) and Procrastination Assessment Scale Students (Solomon & Rothblum, 1984). The results show that worry is the better predictor of academic procrastination both at the beginning F(1,63) = 22.505; p<0.001 and at the end of the semester F(1,67) = 43.075; p<0.001. The results also indicate that it is not possible to conclude an association over time, between state-anxiety and academic procrastination. Based on the findings, it was discussed the importance of introducing new variables, as well as the need to create an intervention program for academic procrastination based on non pathological worry.porAnsiedade-estadoStressPreocupaçãoProcrastinaçãoProcrastinação académicaState-anxietyStressWorryProcrastinationAcademic procrastination“Eu vou fazer, mas…” : Um estudo exploratório sobre ansiedade-estado, preocupação e procrastinação académica em estudantes universitáriosmaster thesis201036290