Carvalho, Maria Constança Dias Pinheiro De OliveiraRaminhos, Sandra Isabel Duarte2026-01-282026-01-282025-12-11http://hdl.handle.net/10400.12/13831Dissertação de Mestrado apresentada no Ispa – Instituto Universitário para obtenção de grau de mestre na especialidade de Psicologia Clínica.Introdução: Existem inúmeras investigações sobre o luto. A maioria dos estudos são sobre humanos, embora exista um crescente interesse no estudo dos comportamentos de luto dos animais não humanos, nomeadamente primatas, cetáceos e elefantes. O estudo das alterações comportamentais de animais não humanos perante o desaparecimento de um coespecífico pode ajudar a compreender a evolução e manifestação dos comportamentos de luto de humanos não verbais, nomeadamente aqueles que se apercebem da ausência, mas não têm consciência da morte. Os cães são, tal como os humanos, mamíferos sociáveis, inteligentes e com uma vida emocional complexa, que apresentam alterações comportamentais visíveis perante a perda ou separação de um indivíduo com o qual têm laços afetivos relevantes. Objetivo: Analisar e registar alterações comportamentais nos cães após o desaparecimento de um conspecífico com o qual coabitavam há, pelo menos, seis meses. Método: A amostra é constituída por 36 cães, machos e fêmeas, com idades compreendidas entre os 2 e os 14 anos (M = 7,56; DP = 3,59) e em que cada um foi alvo de amostragens focais rotativas de 5 minutos até perfazer um total de 300 minutos para estabelecer a sua baseline comportamental. Após o desaparecimento de um cão, o comportamento daqueles com quem partilhou a box era observado e registado em 3 momentos diferentes para verificar a presença de alterações comportamentais. Resultados: Não foram observadas alterações comportamentais após o desaparecimento de conspecíficos. Conclusão: Existem várias hipóteses plausíveis para os resultados obtidos, sendo a mais pertinente a de que o contexto em que decorreu este estudo não permitiu observar comportamentos de luto ou mesmo de ansiedade de separação, conforme seria expectável na espécie.Introduction: There are extensive studies on grief. Innumerous studies focus on humans. Although there is a growing interest in studying mourning behaviours among non-human animals, namely primates, cetaceans, and elephants. The study on behavioral changes in non- human animals following the disappearance of a conspecific can help understand the evolution and manifestation of grief behaviour among non- verbal humans, namely those who perceive the absence but are not aware of death. Dogs, like humans, are social and intelligent mammals with complex emotional lives, displaying visible behavioral changes to what loss or separation from an individual is concerned, specially with those with whom they share strong emotional bond. Objective: To analyze and register behavioral changes in dogs following the disappearance of a conspecific with whom they had cohabitated for at least six months. Method: The sample consisted of 36 dogs, males and females aged between 2 and 14 years, (M = 7.56; SD = 3.59). Each subject was observed by using rotating focal sample of 5 minutes until a total of 300 minutes was completed to establish a behavioral baseline. After the disappearance of a dog, the behaviour of those who had shared the same box with it was observed and recorded at three different time points to access possible behaviour changes. Results:There were no behavioral changes observed after the disappearance of conspecifics. Conclusion: There are several explanations that may verify that grieving behavior was not detectable under the specific conditions and context of this study and no signs of mourning or even anxiety behaviours were identified as it would be expected in these species.porLutoCãesReação à perdaEstudo etológicoGriefDogsResponse lossEthological studyAlterações comportamentais em cães face à perda de conspecíficosmaster thesis204107334