Duarte, EvaDuarte, Mariana Rita Serra2026-01-062026-01-062025-11-24http://hdl.handle.net/10400.12/13730Dissertação de Mestrado apresentada no Ispa – Instituto Universitário para obtenção de grau de Mestre na especialidade de Psicologia ClínicaApesar da sexualidade constituir uma dimensão central da experiência humana, expressões como kink continuam a ser alvo de estigma e invisibilidade social. O presente estudo teve como objetivo analisar a relação entre fantasias, atividades e papéis kinky, explorando o papel da autoidentificação como kinky e do sentimento de pertença comunitária. Os participantes (N=430), com idades entre 18 e 63 anos (M=29.2), responderam ao Inventário de Fantasias e Atividades Kinky (IFAKBDSM), ao Índice de Sentimento de Comunidade II (versão adaptada) e a um questionário complementar sobre práticas, papéis e pertença comunitária. Os resultados indicam uma prevalência muito elevada de fantasias (91.6%) e atividades (87.4%), destacando-se submissão, dominação, masoquismo e fetichismo como as mais comuns. Verificaram-se diferenças significativas em função do género e da orientação sexual, bem como maior envolvimento em participantes residentes em meios urbanos. A autoidentificação como kinky associou-se a maior frequência de fantasias e atividades, maior concretização e diversidade de práticas, embora a consistência dos papéis tenha sido superior nos não identificados como kinky. A pertença comunitária, reportada por 10.9% da amostra, associou-se a maior concretização e frequência de práticas, mas também a maior fluidez dos papéis. As implicações para a prática clínica, limitações e direções futuras serão discutidas, com foco na necessidade de abordagens kink-affirmative e despatologizantes.Although sexuality is a central dimension of human experience, expressions such as kink remain subject to stigma and social invisibility. The present study aimed to examine the relationship between kinky fantasies, activities, and roles, while exploring the role of self-identification as kinky and the sense of community belonging. Participants (N = 430), aged between 18 and 63 years (M = 29.2), completed the Kinky and BDSM Fantasies and Activities Inventory (IFAKBDSM), the adapted Sense of Community Index II, and a complementary questionnaire on practices, roles, and community involvement. Results indicated a very high prevalence of fantasies (91.6%) and activities (87.4%), with submission, domination, masochism, and fetishism being the most common. Significant differences were found according to gender and sexual orientation, as well as higher involvement among participants living in urban areas. Self-identification as kinky was associated with higher frequency of fantasies and activities, greater realization of fantasies, and a wider diversity of practices, although role consistency was higher among those not identifying as kinky. Community belonging, reported by 10.9% of the sample, was associated with greater realization and frequency of practices, but also with greater role fluidity. Clinical implications, limitations, and directions for future research are discussed, emphasizing the need for kink-affirmative and de-pathologizing approaches.porSexualidadeFantasiasAtividadesBDSMKinkyIdentidadePertença ComunitáriaSexualityFantasiesActivitiesBDSMKinkyIdentityCommunity BelongingVivências de sexualidades kinky: Autoidentificação e sentimento de pertença comunitária em adultos portuguesesmaster thesis204093759