Browsing by Author "Paulo, Samatra Filipa Mateus Pinto Carambola"
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- O VIH e a mulher: “Um olhar sobre a sexualidade feminina e suas implicações”Publication . Paulo, Samatra Filipa Mateus Pinto Carambola; Cláudio, VictorReconhecendo hoje a necessidade fundamental de implementação de estratégias direccionadas para as Mulheres, como vector fundamental para a regressão da epidemia. O objectivo primordial deste estudo consistiu em avaliar as crenças e atitudes face a sexualidade em geral, face ao uso do preservativo e face ao VIH/SIDA. A amostra estudada é composta por 978 mulheres, com idades compreendidas entre os 12 e os 49 anos sendo a média de idades 20,31 anos. Residem em quatro cidades de Portugal Continental (Lisboa, Santarém, Beja e Setúbal), sendo que na sua maioria vivem em Lisboa. Ao nível das habilitações literárias, a maioria tem frequência universitária ou são licenciadas. Quanto ao estado civil as sujeitas são na sua maioria solteiras. Para a recolha de dados, utilizou-se o questionário sobre crenças e atitudes face ao VIH/SIDA realizado por Cláudio, Pereira e Robalo. O questionário é composto por 36 questões, 7 questões de associação livre, 14 questões abertas e 15 questões fechadas. Dos resultados obtidos, constatou-se que relativamente à história sexual das sujeitas, 72,1% referem ter iniciado a sua vida sexual, já 26,8% não iniciou a sua vida sexual. Das sujeitas sexualmente activas, 35.1% referem ter tido apenas um parceiro sexual, já 36,8% referem ter mais do que um parceiro. Quanto à média de idades da primeira relação sexual ela ronda os 17 anos. Quanto ao uso do preservativo numa relação sexual com o parceiro estável, das sujeitas sexualmente activas, 23,6% referem usar sempre o preservativo, 27,0% refere usar às vezes sendo que 19,8% nunca usam. Quanto ao uso do preservativo numa relação sexual com um parceiro ocasional, 41,5% refere usar sempre, 3,8% às vezes e 9,2% nunca usam. Relativamente à mudança de comportamentos, 43,1% refere ter alterado os seus comportamentos, quando tiveram conhecimento da SIDA, já 56,4% não alteraram os seus comportamentos. Quanto à percepção que as sujeitas têm relativamente à mudança de comportamentos por parte de outros, após o conhecimento do SIDA, 85% referem que as pessoas alteraram os seus comportamentos, sendo que 13,5% refere uma imutabilidade de comportamentos da parte das pessoas. Ao nível das três temáticas centrais, verificamos algumas diferenças ao compararmos os grupos mulheres que iniciaram e mulheres que não iniciaram a sua vida sexual e mulheres com um, ou mais que um parceiro sexual.
