Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.12/959
Título: O estereótipo dos espanhóis e dos portugueses no seio dos auxiliares de acção médica
Autor: Soares, Irene
Orientador: Pereira, Orlindo Gouveia
Data de Defesa: 1996
Editora: Instituto Superior de Psicologia Aplicada
Resumo: Conhecer e analisar, o conteúdo do Esteriótipo que um grupo tem de outro, assim como do Auto-esteriótipo que ele tem dele próprio, constitui actualmente um ponto de interesse na Psicologia, pelas inúmeras repercussões que daí advêm. Identificar o Esteriótipo dos Espanhois e o Auto-esteriótipo dos Portugueses, tem sido uma necessidade, principalmente desde o aumento das interacções entre estes países, e talvez mais precisamente desde a realidade da implementação de uma Comunidade Europeia. Assim, os Psicólogos Sociais Portugueses começam a dedicar muito do seu trabalho, à exploração desta problemática, e concluíram que a mesma assentava, era perceptível e compreensiva à luz da teoria da Identidade Social de Tajfel. O Auto-esteriótipo dos Portugueses tenderia a ser mais positivo que o Esteriótipo que detinham dos Espanhois, foi uma das conclusões desses trabalhos, assim como de trabalhos de Palma Oliveira, Garcia Marques e Correia Jesuíno. Este grupo, verificou também a existência de diferenciação em relação às zonas do país onde eram efectuados os estudos. Existiam diferenciações a nível de negatividade/positividade dos Esteriótipo e Auto-esteriótipo, conforme amostra pertencesse ao norte, ao sul ou às zonas fronteiriças. Este trabalho, para além de pretender continuar esse trilho, introduz como variáveis, o facto dos sujeitos não pertencerem à população geral, mas dos mesmos fazerem parte de um grupo profissional - Auxiliares de Acção Médica, inseridos no grupo dos profissionais de saúde. Este trabalho, introduz outras alterações, nomeadamente a investigação do Auto- esteriótipo e Esteriótipo profissional dos Auxiliares de Acção Médica, enquanto profissionais de saúde, e destes últimos enquanto tal Pretendíamos verificar possuem também uma Identidade Positiva. Com a introdução desta nova alteração, surgiu-nos a hipótese de testar se a Teoria de Doise e Deschamps, preconizada nos final dos anos 70, sobre a existência de Categorização Cruzada, quando existe dois grupos de categorização simultânea, sucedia neste estudo. Segundo estes autores, perante esta realidade existiria uma diminuição de categorização entre os grupos de analise, uma diminuição de discriminação, de positividade. Os dados obtidos neste trabalho, confirma os trabalhos anteriores nos seus aspectos mais amplos. O Auto-esteriótipo nacional, quer dos Auxiliares de Acção Médica, quer dos profissionais de saúde Portugueses, mantêm-se positivo quando comparado com o Esteriótipo dos Espanhois, o que nos permite supor que a Teoria da Identidade Social de Tajfel, enquadra com exactidão este tipo de analise. Quando comparado resultados do Esteriótipo deste estudo, com um estudo nacional no qual participamos em 1995 e que tinha como sujeitos a população geral, verificamos a existência no nosso estudo de um Esteriótipo dos Espanhois radicalmente mais negativo, que o do estudo nacional. Em relação à Categorização Cruzada, estes resultados traduzem a sua não existência. Os sujeitos, confrontados com dois níveis de análise, fizeram uma opção. Ao analisar o Esteriótipo dos profissionais de saúde Espanhois, fizeram-no como sendo pertencentes do seu "ingroup" ( profissional de saúde ) e não como Espanhol. Existiu uma consideração preferencial de uma das pertenças a um grupo, em relação ao outro. Consideramos, ter com este trabalho, atingido os objectivos propostos, conhecer o Auto-esteriótipo e Esteriótipo dos profissionais de saúde ( nomeadamente os Auxiliares de Acção Médica ), verificar paralelidades de resultados, entre este e outros estudos, assim como verificar a não existência de Categorização Cruzada.
Descrição: Dissertação de Mestrado em Comportamento Organizacional
URI: http://hdl.handle.net/10400.12/959
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