Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.12/925
Título: Amputação e reabilitação: Estudo dos aspectos psico-legais do sujeito com amputação
Autor: Silva, Ana Patrícia Matos da Costa
Palavras-chave: Psicologia legal
Reabilitação
Amputados
Instrumentos
Processo legal
Escalas
Decisões legais
Legal psychology
Rehabilitation
Amputation
Instruments
Legal process
Scales
Legal decisions
Data de Defesa: 2006
Editora: Instituto Superior de Psicologia Aplicada
Resumo: Independentemente da sua gravidade, as deficiências adquiridas alteram o balanço psicodinâmico do sujeito, pois afectam o seu ambiente intrapsíquico, interpessoal, bem como todo o percurso de vida da pessoa. Em contraste com outras doenças físicas, a amputação tem sido menos estudada. O sujeito amputado está muitas vezes ligado a imagens de guerra, devido a aspectos históricos, influentes e decisivos, nomeadamente as graves consequências resultantes da II Guerra Mundial, onde o número de sujeitos com incapacidade adquirida aumentou extraordinariamente. O objectivo do nosso estudo foi avaliar a satisfação e sua relação com a adaptação funcional à prótese em sujeitos com amputações dos membros inferiores, ex-combatentes da Guerra Colonial, e a averiguar a existência de desvantagem social na nossa amostra. Participaram no estudo vinte sujeitos (n=20) com amputação do(s) membro(s) inferior(es). A adaptação à prótese foi avaliada pelo TAPES, instrumento que mede o ajustamento psicossocial, restrição de actividades, e satisfação com a prótese (Parte I), e outros aspectos relacionados com a saúde e capacidades físicas, bem como a experiência de dor no coto e dor fantasma (Farte U). A medida de desvantagem foi-nos fornecida pela utilização do CHART-SF, nos seus diferentes factores: incapacidade física, mobilidade, ocupação, integração social e auto-suficiência económica. Os resultados sugerem correlações com significado estatístico entre: Ajustamento Psicossocial (T) e Ocupação; Satisfação com a Prótese (T) e Mobilidade; Satisfação com a Prótese (T) e Ocupação; Restrição de Actividades (T) e Mobilidade; Ajustamento à Limitação e Independência Funcional; Ajustamento Geral e Mobilidade; Ajustamento Geral e Ocupação; Ajustamento Social e Integração Social; Satisfação Estética e Independência Funcional; Satisfação Estética e Mobilidade; Satisfação com o Peso da Prótese e Independência Funcional; Satisfação Funcional com a Prótese e Mobilidade; Satisfação Funcional com a Prótese e Ocupação; Ajustamento Psicossocial (T) e Satisfação com a Prótese (T); Sugerem ainda correlações negativas com significado estatístico entre Restrições de Actividades (T) e Satisfação com a Prótese (T); entre Restrição de Actividades Funcionais e Integração Social; entre Restrição de Actividades Sociais e Mobilidade; entre Ajustamento Psicossocial (T) e Restrição de Actividades (T). Concluímos com a necessidade de promover uma reabilitação que assente em critérios de natureza fisiológica (indiscutivelmente necessários), mas que valorize também critérios de natureza subjectiva, de forma que se possa considerar a reabilitação como um processo global, em que se possa olhar para o sujeito amputado e valorizar não aquilo que ele perdeu (o membro), mas o que ele ainda pode fazer (as suas capacidades).
Descrição: Dissertação de Mestrado em Psicologia Legal
URI: http://hdl.handle.net/10400.12/925
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