Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.12/923
Título: Análise da estrutura social da comunidade de roazes (Tursiops truncatus) do estuário do Sado
Autor: Silva, André Filipe Guerreiro da
Orientador: Santos, António José
Data de Defesa: 2003
Editora: Instituto Superior de Psicologia Aplicada
Resumo: Crook (1970) foi um dos primeiros autores a enfatizar a importância da organização social na adaptação individual, salientando que o comportamento social dos diferentes membros de um grupo é moldado pelo contexto desse mesmo grupo. Mais tarde, Hinde (1979) elaborou um esquema conceptual para analisar estruturas sociais com o objectivo de providenciar o rigor metodológico necessário. No presente estudo sobre uma comunidade de roazes (Tursiops truncatus), as diferentes similaridades e distâncias foram submetidas a diferentes análises de redes multivariáveis, de forma a poder comparar e avaliar as múltiplas representações das estruturas sociais obtidas. Os indivíduos foram considerados associados apenas quando dois ou mais adultos estivessem presentes no mesmo fotograma, revelando desta forma uma estreita coordenação comportamental e distâncias entre indivíduos inferiores a 3 metros. Os dados pertencem a um estudo longitudinal iniciado em 1981 sobre uma comunidade de roazes no Estuário do Sado, em Portugal (ver dos Santos & Lacerda, 1987). As análises encontram-se baseadas em 16.595 fotogramas obtidas em 159 dias de saídas de campo, cobrindo todos os meses do ano, desde 1986 até 1996. Foram identificados 53 roazes, alguns dos quais foram observados apenas uma única vez, enquanto outros morreram, desapareceram ou nasceram durante este período. A partir dos 32 animais identificados regularmente de 1981 até 1986, 23 encontravam-se ainda presentes no estuário em 1996, representando 71,9% da comunidade. Dos restantes 9 animais, 3 tiveram morte confirmada e os outros desapareceram. As observações de campo e os arrojamentos permitiram a determinação do sexo de 48% dos roazes adultos analisados. Esta comunidade apresenta, à semelhança de outras comunidades residentes de roazes, um padrão de organização de grupos instável, similar a alguns primatas não-humanos como os chimpanzés e os macacos-aranha. Os resultados são discutidos em termos da dinâmica destes grupos temporários e variáveis, denominados por sociedades de "fissão-fusão".
Descrição: Dissertação de Mestrado em Etologia
URI: http://hdl.handle.net/10400.12/923
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