Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.12/885
Título: Olhar a escola e os outros: Vivências de alunos de 9º ano com atitudes de indisciplina
Autor: Salvador, Rute Mercedes Albuquerque
Orientador: Martins, Margarida Alves
Palavras-chave: Psicologia educacional
Instrumentos
Escola
Atitudes
Auto-conceito
Adolescência
Professores
Disciplina na sala de aula
Educacional psychology
School
Attitudes
Self-concept
Adolescence
Teachers
Classroom discipline
Data de Defesa: 2003
Editora: Instituto Superior de Psicologia Aplicada
Resumo: A indisciplina é uma das problemáticas com que mais se deparam os profissionais ligados à educação. As intervenções junto de adolescentes com atitudes de indisciplina em relação à escola é, em geral, complexa, nomeadamente porque estes alunos, muitas vezes, interpretam de formas diferentes os acontecimentos em que participam ou a que assistem. O objectivo deste estudo é tentar olhar a escola através dos olhos dos alunos com atitudes de indisciplina procurando, através da análise dos seus discursos, compreender a sua visão dos outros e do mundo e, simultaneamente, verificar a existência de diferenças entre os discursos dos adolescentes com auto-estima baixa e elevada. Para este efeito, optou-se pela realização de um estudo qualitativo, de âmbito exploratório, dentro do campo de uma abordagem fenómeno lógica. A população em estudo foi constituída por alunos do 9.° ano de escolaridade, a frequentar a Escola Básica dos 2.° e 3.° Ciclos Pedro Eanes Lobato, na Amora, com sucesso escolar no ano lectivo anterior e atitudes de indisciplina em relação à escola. A amostra ficou constituída por 14 alunos, 6 com baixa auto-estima e 8 com auto-estima elevada, que concordaram em ser entrevistados no âmbito deste trabalho. A recolha de dados foi efectuada através de entrevistas semi-estruturadas, gravadas em suporte áudio e posteriormente transcritas e submetidas a análise de conteúdo. Embora não podendo ser generalizados, os resultados apontam para diferenças entre os dois grupos, nomeadamente ao nível da atribuição, interna ou externa, da responsabilidade pelas diferentes situações. Os adolescentes com auto-estima elevada referem situações de bom relacionamento com colegas e professores, sabendo explicar os factores que os levam a gostar mais ou menos de um professor, bem como as regras de conduta e de ética que devem guiar as relações entre os pares. Atribuem a si próprios a responsabilidade pelas suas aprendizagens, escolhas e comportamentos, bem como pelos seus sucessos, que consideram fruto de um esforço. Os adolescentes com baixa auto-estima, pelo contrário, assinalam sobretudo situações menos satisfatórias, quer com colegas, por quem se sentem (ou já sentiram) excluídos, quer com professores. Os seus problemas com os pares são sobretudo devido às características ou atitudes dos colegas. Quanto aos professores, são para eles parciais e rotuladores, criando situações de injustiça e favoritismo quer na avaliação, quer na área disciplinar. O processo de etiquetagem, para este alunos, influencia o julgamento dos professores. Os episódios narrados pelos adolescentes deste grupo apresentam uma visão mais negativa das suas vivências em contexto escolar do que as dos alunos com auto-estima elevada. O estudo aponta, assim, para uma relação entre o nível de auto-estima destes alunos e a sua visão da escola e dos outros.
Descrição: Dissertação de Mestrado em Psicologia Educacional
URI: http://hdl.handle.net/10400.12/885
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