Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.12/837
Título: Contribuição para o estudo da segregação sexual do comportamento social, num grupo de crianças aos dois e três anos de idade, em meio escolar
Autor: Rebelo, Maria José de Sousa Varela
Orientador: Santos, António José
Data de Defesa: 1996
Editora: Instituto Superior de Psicologia Aplicada
Resumo: Numa perspectiva transcultural, comparam-se os resultados de um estudo realizado por Legault e Strayer (1990), em crianças americanas, sobre a segregação sexual do comportamento social e os resultados das observações efectuadas num trabalho realizado com catorze crianças portuguesas (treze das quais de etnia cabover-deana), sobre o mesmo tema. Utilizou-se o método da observação directa e focal do comportamento, em díades, segundo a classificação de Strayer(1984). Neste trabalho, utilizando-se a análise de clusters, verificou-se a emergência da segregação sexual do comportamento social, em crianças, considerando-se reforçada a hipótese da segregação sexual do comportamento social, na infância, constituir um " universal do comportamento " (Eibl~Eibesfetdt,1989). No entanto, será necessária a realização de novos estudos em diferentes grupos étnicos, preferencialmente em amostras maiores, de forma a comprovar, inequivocamente, essa hipótese. Neste estudo, foi ainda considerada a hipótese da segregação sexual do comportamento social em crianças, constituir um mecanismo de selecção sexual Contudo, seria necessário prosseguir o estudo das crianças até â idade reprodutora da vida, para a confirmar. Considerou-se, tal como La Freniere, Strayer e Gauthier (1984), a aprendizagem social, a consonância cognitiva e a compatibilidade comportamental, fontes de influência não exclusivas na segregação sexual do comportamento social, em crianças. Neste trabalho, foi ainda estudada a organização social do grupo, não se encontrando uma coesão social muito forte, em relação ã encontrada em outros estudos, nomeadamente por Santos (1990). Contudo, ao longo do ano, aumentaram as crianças que formavam "cliques" ou "agregados" e diminuíram as crianças "isoladas". O grupo não se manteve estável durante todo o ano, nomeadamente devido ao efeito da entrada de novas crianças, descrito por McGrew (1972), verificando-se uma sensível instabilidade social, na segunda fase de realização deste trabalho.
Descrição: Dissertação de Mestrado em Etologia
URI: http://hdl.handle.net/10400.12/837
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