Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.12/835
Título: Sereias e outras histéricas: Mitos e ritos
Autor: Rato, Fernando
Orientador: Dias, Carlos Amaral
Palavras-chave: Psicologia clínica
Psicanálise
Histeria
Psicopatologia
Clinical psychology
Psychoanalysis
Hysteria
Psychopathology
Data de Defesa: 1999
Editora: Instituto Superior de Psicologia Aplicada
Resumo: Mitos, fábulas, ornamento essencial do humano. E ritos, os seus constituintes fundamentais. Este trabalho constroi-se em torno de dois mitos e alguns ritos. Mitos tão ancestrais quanto fora de moda: o das sereias e o da histeria. Das semelhanças que os compõem - elementos que se destacam ao longo do texto - visita(m)-se a(s) história(s) e mistérios que conta(m). A visitação do primeiro é feita em tomo de um enigma, o enigma das sereias, que escutamos no seu canto e (d)enunciamos no seu modus vivente: Se te aproximas devoro-te; Se te afastas morro; Para ti existo. Em pano de fundo o tríptico vital, infinito e fascinante, do amor, do sexo, e da morte. A sedução encontra aí propósito e determinantes; o ambíguo, o secreto e incerto .... que exigem acção, que fazem agir. (A)traem. A visitação do segundo ilumina as invariantes ontológicas: uma doença ilógica; do corpo; das mulheres(?); do prazer... que se anuncia no excesso e no exuberante, teimosamente irredutível a qualquer jeito único de saber. Que (de)nuncia um outro-mesmo-mundo; interno, o mundo mental, o que torna real uma (ir)realidade. A teoria psicanalítica nos seus múltiplos construtos servir-nos-á de referência preferencial Nos ritos, Rosa, M., Teresa e Tomé; testemunhos da prática clínica, ilustram a evocação mítica. O enigma das sereias sempre como observatório. Uma sirene, feita de intensidade e intermitência, alerta do íntimo, prefigura um modo de ser feito ainda de urgência e fingimento. O tríptico vital incontornável assume-se à luz do exposto de singulares particularidades: A eterna insatisfação sexual, que a natureza de corpo dividido das sereias impõe, é envolta num labirinto narcísico onde se solicita e simultaneamente se interdita, para além do sexo, a separação da(s) origem(s) e o próprio amor. Todo o futuro é passado. Toda a diferença se converte em igualdade. Tragédia da morte. Por fim se situa a temática em torno da mediação entre proximidade e distância, identidade e alteridade e se colocam estes seres míticos como desígnios da imaturidade; ser(es) que se promete(m) para o outro.
Descrição: Dissertação de Mestrado em Psicopatologia e Psicologia Clínica
URI: http://hdl.handle.net/10400.12/835
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