Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.12/833
Título: Estudo preliminar do Parental Bonding Instrument: Adaptação de um instrumento de medida
Autor: Ramos, Vera Santos
Orientador: Leal, Isabel Pereira
Palavras-chave: Psicologia da gravidez e da maternidade
Instrumentos
Vinculação
Pais
Desenvolvimento
Psychology of pregnancy
Instruments
Attachment behaviour
Parents
Development
Data de Defesa: 2007
Editora: Instituto Superior de Psicologia Aplicada
Resumo: O conceito de Ligação entendido como um conjunto específico de estados mentais e recursos comportamentais direccionados para o cuidado da criança terá a função de garantir a manutenção da proximidade física e psicológica, possibilitando assim a sua sobrevivência e desenvolvimento. Deste modo, a Vinculação que se desenvolve durante os primeiros anos de imaturidade - infância, latência e adolescência — está profundamente correlacionado com o tipo de Ligação (Bonding) parental que é estabelecido pelo prestador de cuidados. Quer isto dizer que, a maneira como os prestadores de cuidados se ligam aos filhos e o modo como os tratam, no que respeita ao cuidado e à protecção prestada, não só condiciona o desenvolvimento social como também o desenvolvimento psicológico constituindo um aspecto caracterizador do funcionamento psíquico ao longo da vida Tomando como referencia de base a teoria da vinculação, procura-se na presente investigação desenvolver um estudo preliminar de adaptação do Parental Bonding Instrument (PBI), construído por Parker, Tupling e Brown (1979), por recurso à análise factorial exploratória, que tem por objectivo descrever a correlação observada entre as variáveis originais para estimar quais as características comuns que ligam os factores latentes às variáveis, ou seja, explorar quais os factores emergentes e o modo como se correlacionam na amostra em estudo. Pretende-se também descrever e explorar qual a percepção da maioria dos inquiridos relativamente ao estilo de ligação emocional estabelecido no decurso dos primeiros 16 anos de vida, com ambas as figuras parentais e deste modo verificar qual o padrão de ligação parental dominante na amostra em estudo. Para tal efeito, foi constituída uma amostra por conveniência de 151 participantes de ambos os sexos com idades compreendidas entre os 18 e os 67 anos, sendo a média de idade de 39 anos. Este questionário, desenhado com o propósito de criar uma pequena escala auto -administrada aplicada a participantes com idade superior ou igual a 16 anos, está organizado segundo duas dimensões de avaliação das características parentais, sendo estas: o Cuidar [«Care»] e a Hiper-Protecção [«Overprotection»], que determinam a qualidade da ligação afectiva entre país e filhos. Esta avaliação é feita separadamente para cada uma das figuras parentais através da sub-escala materna e paterna da qual fazem parte 25 itens cada. A recolha dos dados empíricos efectuou-se nas infra-estruturas de instituições e empresas públicas e privadas que, após o consentimento inicial, autorizaram o contacto com os respectivos participantes, que ocorreu durante os meses de Janeiro a Novembro de 2006. As sessões de aplicação tinham uma duração média de 12 minutos e ficaram ao cuidado de um mesmo técnico. Em resposta ao primeiro objectivo, verifica-se que os resultados obtidos a partir da análise factorial exploratória (com rotação varimax) efectuada ao Parental Bonding Instrument, permitiram-nos construir uma escala cuja característica de validade aponta para um coeficiente elevado, indicador de pertinência do instrumento (o Alfa de Cronbach para a totalidade da escala foi de 0.81). De acordo com as possibilidades apresentadas, a partir da análise da variância explicada foi possível extrair cinco factores ou dimensões para a sub-escala referente à mãe e três factores ou dimensões para a sub-escala relativa ao pai. No que respeita ao segundo objectivo, observa-se que maioria dos inquiridos percepciona, quer a mãe quer o pai, como tendo sido afectivos e empáticos nos cuidados prestados, ao mesmo tempo que incentivavam os seus comportamentos de autonomia. Seguida de uma percentagem significativa de inquiridos, que percepcionava a ligação estabelecida, com ambos os pais, como tendo sido afectuosa e próxima, embora associada a uma elevada hiper-protecção, entendida esta última pela assunção de uma menor autonomia nos primeiros dezasseis anos de vida. Em conclusão, podemos dizer que o modo como a maioria dos participantes percepciona as duas dimensões - Cuidar e Protecção - que caracterizam o tipo de ligação afectiva, segundo definido por Parker, Tupling. e Brown (1979), estabelecida com as figuras materna e paterna parece inscrever-se num mesmo quadrante denominado de «Parentalidade Óptima», seguido de um estilo de parentalidade do tipo «Constrangimento Afectivo». Por último, dada a escassez de instrumentos psicológicos adaptados, percebemos que esta escala poderá constituir uma mais valia, não só ao nível da investigação empírica mas também no contexto da avaliação psicológica.
Descrição: Dissertação de Mestrado em Psicologia da Gravidez e da Parentalidade
URI: http://hdl.handle.net/10400.12/833
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