Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.12/825
Título: Influência do espaço clínico psiquiátrico na relação terapêutica enfermeiro/doente
Autor: Presado, Maria Helena
Orientador: Barracho, Carlos
Data de Defesa: 1997
Editora: Instituto Superior de Psicologia Aplicada
Resumo: A necessidade de compreender o espaço hospitalar como “veiculo terapêutico" levou-nos à realização deste estudo sobre a problemática de "Influência do Espaço Clinico Psiquiátrico na Relação Terapêutica Enfermeiro/Doente". O desenvolvimento bibliográfico, incidiu nos constructos teóricos de "espaço", cujos conceitos são baseados em Fischer e Hall, os de "Relação Terapêutica" em Lazure e Chaliffour. Um estudo descritivo e analítico de orientação essencialmente exploratória, limitou-se ao espaço Hospitalar do Hospital Júlio de Matos (tendo sido efectuado c pré-teste em espaço semelhante - Hospital Sobral Cid). Este estudo, fundamenta-se nas percepções de 81 enfermeiros que se encontravam no desempenho das suas funções no respectivo período de aplicação dos instrumentos de colheita de dados. Como instrumentos de recolha de informação foram seleccionados o questionário, a entrevista e análise documental/observação. A análise documental permitiu o agrupamento dos serviços de acordo com as suas características arquitectónicas. O questionário, teve como intenção avaliar as percepções dos enfermeiros(N=81) no que se refere ao espaço de trabalho e relação terapêutica por forma a se poderem associar as duas variáveis. As entrevistas visam complementar as informações recolhidas e aprofundar as opiniões dos enfermeiros(n=30) face a esta problemática. Foram controladas as variáveis sexo, idade, tempo de exercício profissional na instituição e categoria profissional. Codificámos os serviços e agrupámos em tipo A, B e C de acordo com a sua estrutura física e arquitectónica. As variáveis "espaço de trabalho" e "relação terapêutica" foram quantificadas de forma a serem trabalhadas e analisadas com o valor da escala original [1-5]. Estas variáveis, correspondem a duas escalas aplicadas pela primeira vez num contexto hospitalar português. A que avalia o Espaço de Trabalho, foi uma tradução e adaptação da escala utilizada por Fischer. Sendo a que avalia a Relação Terapêutica por nós construída. Procedendo-se por isso, à respectiva validação das mesmas. O tratamento estatístico foi efectuado através do programa S.P.S.S. versão 6.0 tendo-se procedido ao Teste de Igualdade de Médias, Análise de Variância e correlação r de Pearson para análise das nossas questões em estudo. Efectuou-se análise de conteúdo do discurso das entrevistas e do inquérito semântico. Verificamos que na globalidade existe uma percepção negativa do espaço hospitalar e que os enfermeiros de nível 1 atribuem scores médios mais elevados para todas as dimensões da relação terapêutica. Apesar dos enfermeiros entrevistados considerarem que o espaço influência a relação terapêutica, e de demonstrarem preocupação na escolha dos mesmos por forma a facilitar o ambiente terapêutico. Verificamos que não existe associação significativa entre as duas variáveis. No entanto, quando comparamos a relação terapêutica com os serviços verificamos associações significativas. Salienta-se essencialmente uma preocupação com a componente humanística por parte dos enfermeiros que atribuem ênfase primordial à comunicação, disponibilidade e envolvimento como base fundamental da relação terapêutica. Pensamos que este estudo poderá contribuir para uma harmoniosa reestruturação funcional do Hospital Júlio de Matos, no sentido de se adequarem os espaços mais facilitadores da relação terapêutica enfermeiro/doente contribuindo para uma rápida reabilitação dos mesmos. Assim como, poderá contribuir para a definição dos programas formação da responsabilidade do Departamento de Formação Permanente.
Descrição: Dissertação de Mestrado em Comportamento Organizacional
URI: http://hdl.handle.net/10400.12/825
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