Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.12/814
Título: Cancro da mama, depressão e depressividade: Uma perspectiva psicossomática
Autor: Pires, Maria da Conceição Gomes
Palavras-chave: Psicossomática
Depressão
Oncologia
Instrumentos
Cancro da mama
Psychosomatics
Depression
Instruments
Breast neoplasms
Oncology
Data de Defesa: 2005
Editora: Instituto Superior de Psicologia Aplicada
Resumo: O presente estudo tem como objectivo principal, determinar a prevalência da depressão e depressividade num grupo de mulheres com cancro da mama, a fazer qui¬mioterapia no Hospital José Joaquim Fernandes, S.A.- Beja. O estudo decorreu no período de Dezembro 2004 a Fevereiro de 2005. A amostra utilizada neste estudo foi constituída por 45 mulheres - o primeiro grupo com 20 mulheres, com e sem mastectomia, com tempo de diagnóstico até um ano, e idades compreendidas entre 33-69 anos. Outro grupo constituído por 25 mulheres, com e sem mastectomia e com tempo de diagnóstico igual ou superior a três anos, e idade compreendidas entra 36 - 78 anos. Todas as mulheres do segundo grupo já tinham vivido a experiência da quimioterapia. Estes ciclos de tratamento tinham a ver com recidivas tumorais. Foram aplicadas duas escalas: Escala da Depressão de Beck e a Escala de Depressividade (Prof. Carlos Ferraz) O tipo de estudo é transversal (uma única avaliação), prospectivo de doentes com cancro da mama a realizar quimioterapia, com um ano e igual ou superior três anos de diagnóstico. Foi efectuada uma análise descritiva de todas as variáveis categoriais, sendo apresentada a frequência absoluta e relativa para variáveis categoriais e a média o desvio-padrão, os máximos e os mínimos para as variáveis contínuas. Para a comparação entre a média de idade e do tempo de diagnóstico entre os dois grupos foi utilizado o teste não paramétrico de Mann-Whitney. Na comparação entre os grupos face à depressão e depressividade foi aplicado o teste de qui-quadrado para comparação de proporções. Todos os cálculos e testes de associação entre variáveis ou grupos de indivíduos foram executados para um limiar de significância de 95%. Estudos realizados sobre perturbações psíquicas/emocionais na área da oncologia revelam que quase 50% dos doentes oncológicos desenvolvem alguma perturbação nomeadamente depressão. O nosso estudo, e com validade para a população estudada, revela que ambos os grupos estão deprimidos, mas no primeiro grupo até 1 ano de diagnóstico, apresentam depressão moderada, passando a depressão grave. Enquanto que no segundo grupo (igual ou superior a 3 anos diagnóstico) a depressão é moderada evoluindo para depres¬são ligeira. No que se refere à escala da depressividade, investigar um construto novo e complicado como a depressividade conduz-nos à utilização de grupos critério como a melhor forma de o validar. Então optámos por fazer uma análise item a item comparan¬do os dois grupos alvos do estudo. A análise revelou-nos que no que se refere a questões, da Escala de depressividade, mais direccionadas à auto-estima e imagem corporal o segundo grupo (com tempo de diagnóstico superior ou igual a três anos) tem uma atitu¬de mais positiva. Mais uma vez seguimos Coimbra de Matos (1982a) quando nos diz que esta distinção entre depressão e depressividade é "fundamental para uma com¬preensão plena do sofrimento depressivo correspondendo na prática clínica a momen¬tos diferentes do acontecer depressivo " e que "ela tem mais o Valor de um modelo teó¬rico útil no discernimento da causalidade depressivogénica, para a elaboração do conhecimento psicopatológico e na estratégia terapêutica." Este nosso trabalho fez-nos levantar algumas questões nomeadamente: Seria interessante verificar no que diz respeito ao estado de depressividade e depressão (já confirmados por vários estudos e pelo nosso) se existirá de facto depressão independentemente dos anos de diagnóstico. Será que em pacientes com cancro da mama com diagnóstico até um ano, existirá maior distorção da imagem corporal? Será que pacientes com cancro da mama com diagnóstico superior a três anos, com suporte emocional (grupos de auto-ajuda) terão uma auto-estima superior aos doentes sem acompanhamento? Será útil em futuros trabalhos, traçar acompanhamento em diferentes tempos de diagnóstico?
Descrição: Dissertação de Mestrado em Psicossomática
URI: http://hdl.handle.net/10400.12/814
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