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Título: Percepção que a mãe tem do temperamento do bebé: Desenvolvimento da percepção e a sua relação com a irritabilidade da mãe
Autor: Pires, António Augusto Pazo
Orientador: Pereira, Frederico
Data de Defesa: 1994
Editora: Instituto Superior de Psicologia Aplicada
Resumo: A revisão de literatura que forma a primeira parte deste trabalho inclui dois temas principais. O primeiro é o temperamento infantil. Nesta parte é definido temperamento infantil e temperamento difícil; são revistas as principais teorias e instrumentos para o medir; discutida a sua origem e estabilidade temporal; e revista a relação entre temperamento e comportamento da mãe. Por fim é discutido o significado do temperamento infantil enquanto avaliação feita através de questionários preenchidos pelos pais e enquadrada esta discussão nas teorias existentes sobre percepção interpessoal. O segundo tema é a irritabilidade. Define-se irritabilidade em geral e são revistas as principais teorias existentes para depois se definir irritabilidade parental e fazer a revisão de literatura sobre este tema. Finalmente é discutida a relação entre percepção de temperamento e irritabilidade maternal. Após esta revisão crítica da literatura são formuladas as principais questões e predições deste estudo que se prendem com o desenvolvimento da percepção de temperamento nos primeiros seis meses e com a relação entre esta variável e a irritabilidade maternal. Foi delineado um estudo longitudinal com 60 mães primíparas entre os 21 e 35 anos, contactadas em escolas de preparação para o parto e os seus bebés, metade de cada sexo. Todas as mães foram contactadas 4 vezes nas suas próprias casas. O primeiro contacto foi feito no terceiro trimestre de gravidez e serviu para recolher dados socio-familiares. Os contactos seguintes foram feitos no 1o, 3o e 6 mês após o parto. Nestas ocasiões foram preenchidas uma escala de impaciência/irritabilidade maternal e parte de um questionário de temperamento infantil existente para os 4-7 meses. O estudo permitiu verificar que é possível contruir um questionário de temperamento para os primeiros meses preenchendo uma lacuna entre os questionários já existentes para o período neonatal e os questionários para os ó meses. A Análise de Componentes Principais evidencia no nosso estudo um conjunto de 3 dimensões semelhantes às encontradas por outros autores em estudos anteriores. A solução encontrada para os três momentos de avaliação é semelhante e as diferenças revelam alguma modificação da estrutura do temperamento. As duas dimensões principais estão relacionadas com o temperamento difícil sendo numa delas predominante o choro e noutra a previsibilidade dos ritmos biológicos do bebé. A estabilidade temporal destas medidas de temperamento é moderada. A impaciência/irritabilidade da mãe também se encontra associada à percepção de temperamento. As mães mais impacientes acham os filhos mais chorões e imprevisíveis. Estes resultados são interpretados à luz dos temas dominantes na literatura.
Descrição: Dissertação de Mestrado em Psicologia Educacional
URI: http://hdl.handle.net/10400.12/811
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