Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.12/750
Título: A testosterona e a competição em mulheres
Autor: Oliveira, Tânia Sofia Ferreira de
Palavras-chave: Etologia
Comportamento
Metodos
Testosterona
Hormonas
Instrumentos
Competição
Ansiedade
Personalidade
Ethology
Behaviour
Women
Testosterona
Hormones
Instruments
Competition
Anxiety
Personality
Data de Defesa: 2005
Editora: Instituto Superior de Psicologia Aplicada
Resumo: Há evidências de que numa grande parte dos vertebrados, os desafios sociais induzem alterações nos níveis de androgénios. No entanto, este fenómeno, muitas vezes denominado como a Hipótese do Desafio (Wingfield et al 1990), tem sido investigado em humanos, mas muito pouco estudado no sexo feminino. Em homens, foi demonstrado que os níveis de Testosterona (T) aumentam por antecipação a uma competição desportiva, mantendo-se elevados nos vencedores e decrescendo para níveis basais nos derrotados. A replicação destes resultados, tanto para modalidades individuais (e.g. Judo, Ténis) como de equipa (e.g. Basquetebol), demonstrou que os mesmos são independentes da existência de confronto físico (e.g. Xadrez). Estudos realizados anteriormente revelaram que a resposta dos níveis de androgénios parece estar associada a mudanças do estado de humor, sendo os estados de humor positivos observados mais frequentemente nos vencedores do que nos derrotados. No entanto, poucos são os estudos em que esta resposta foi estudada em situações competitivas femininas. No presente estudo, foram testadas as variáveis psicológicas envolvidas na resposta endócrina a uma situação de competição desportiva (na modalidade Futebol), bem como as diferenças inter-individuais existentes nessa mesma resposta. Foram estudadas duas equipas de futebol feminino que, defrontando-se uma contra a outra durante um evento, disputavam o 1o lugar do campeonato Nacional de Futebol Feminino Português. Durante o jogo foram analisadas variáveis pré e pós-competitivas: Estado de Humor (POMS), Estado de Ansiedade (MRF e SAS), Medidas de Eficácia observada e percepcionada pelos sujeitos, Percepção de Ameaça de acordo com a importância e Dificuldade atribuídas ao evento e Causas do resultado percepcionadas pelos sujeitos. Foram também recolhidas amostras de saliva 10 minutos antes e 10 e 30 minutos após o final do encontro. As medidas de Traço de Personalidade foram também avaliadas, mas num dia neutro, altura em que também foram recolhidas amostras de saliva (à hora a que o jogo habitualmente começa e termina). Para tal utilizaram-se escalas de medição de Traço de Ansiedade (MRF), Humor (POMS) e Agressividade (DIAS). Os resultados obtidos revelaram que os indivíduos da equipa vencedora experimentaram um aumento dos níveis de T durante o jogo, contrariamente aos da equipa derrotada que sofreram um decréscimo. Quanto às medidas pré-competitivas, demonstraram-se estatisticamente diferentes entre as jogadoras das duas equipas, com as da equipa derrotada a atribuírem maior Importância, Dificuldade e Percepção de Ameaça ao evento em causa. No que diz respeito às medidas pós-competitivas estudadas, nomeadamente na escala de Desempenho percebido, os elementos da equipa vencedora revelaram maior Satisfação do que os da equipa derrotada, não se demonstrando diferenças significativas nas sub-escalas Eficácia e Contributo percepcionados. Do total de respostas obtidas, a Causa do resultado do evento em todas as jogadoras da equipa vencedora, foi devida a factores internos e na maioria das jogadoras da equipa derrotada, foi devida a factores externos. As medidas de Traço analisadas não se revelaram diferentes entre as duas equipas. Por outro lado, as medidas de Estado de Humor e de Ansiedade avaliadas diferiram estatisticamente entre ambas as equipas para todas as sub-escalas medidas, demonstrando-se que no final do evento a equipa vencedora apresentava um Estado de Humor mais positivo e a equipa derrotada um Estado de Ansiedade maior. Todas as medidas de Traço estudadas, não demonstraram estar correlacionadas com os níveis de T Antes ou Depois do jogo. Em contraste, os níveis de T Depois do jogo apresentaram-se relacionados com a maioria das medidas de Estado de Humor e Ansiedade avaliadas, deixando antever uma possível mediação dos níveis de T por parte destas variáveis psicológicas. Da observação comportamental ao longo do jogo, concluiu-se que a equipa vencedora demonstrou maior Esforço e Desempenho, não se verificando diferenças nas variáveis Dominância e Agressividade. Na comparação dos níveis prévios de T num dia sem jogo e no dia de jogo, observou-se um efeito de antecipação dos níveis de T no dia do evento. Os níveis de T Antes do jogo não parecem ser bons indicadores das variáveis comportamentais observadas durante o jogo, não existindo qualquer correlação entre estas variáveis. Pelo contrário, existiu uma correlação positiva entre os níveis de T Depois do jogo e o Desempenho observado. De uma forma geral, estes resultados parecem demonstrar que existe uma resposta psicofisiológica semelhante em homens e mulheres numa situação de desafio. Contudo outras variáveis deverão ser consideradas em estudos subsequentes, nomeadamente a análise de outras hormonas (e.g. Dehidroepiandrosterona, Progesterona, Dehidrotestosterona, Estradiol, Cortisol) que possam estar a mediar ou moderar esta resposta a uma situação de competição.
Descrição: Dissertação de Mestrado em Etologia
URI: http://hdl.handle.net/10400.12/750
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