Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.12/728
Título: O sentimento de imortalidade simbólica e a ansiedade perante a morte entre gerações
Autor: Neves, Sara Maria da Silva Nunes das
Orientador: Figueiredo, Eurico
Data de Defesa: 1996
Editora: Instituto Superior de Psicologia Aplicada
Resumo: O sentimento de imortalidade simbólica pode ser definido como o sentimento de permanecermos mesmo após a nossa própria morte, na lembrança de amigos e familiares, nas obras e trabalhos que realizámos, ao sermos parte integrante da natureza que nos rodeia, através das crenças religiosas e místicas; enfim, daquilo que somos e fomos para nós mesmos e para os outros. Este sentimento permite uma continuidade que perdura através do tempo e do espaço enquanto a nossa influência, de alguma forma, se fizer sentir nos outros. Ele pode ser entendido como aquilo que dá sentido à vida e que permite uma defesa contra a ansiedade perante a morte, tendo existido ao longo das culturas e sociedades e em cada sujeito, de uma forma única e particular, uma vez que o homem sempre se preocupou com o significado da vida e temeu a morte. Neste trabalho, além da reflexão sobre o modo como a morte tem sido encarada do ponto de vista histórico e pessoal, bem como sobre a importância do sentimento de imortalidade simbólica, procura-se ainda explorar as diferenças entre adolescentes — adolescência média e tardia ~ e os seus progenitores em relação às duas variáveis acima enunciadas, e estas últimas comparativamente com o sexo. Para tal, a amostra é constituída por 64 adolescentes a frequentar o 11° e 12° ano de escolaridade e respectivos progenitores, num total de 177 sujeitos, tendo sido encontrada apenas uma relação significativa entre as variáveis analisadas : o sentimento de imortalidade simbólica e a ansiedade perante a morte variam em função inversa. As restantes tendências, ainda que não significativas, apontam para um maior sentimento de imortalidade simbólica, excepto na sua forma criativa, nas idades mais jovens, enquanto que a ansiedade perante a morte tende a aumentar ao longo da vida. Não se encontram diferenças para a variável sexo. No final são apresentadas algumas hipóteses explicativas e colocadas questões que poderão servir de incentivo a futuros estudos e trabalhos, uma vez que este é um tema que permanece ao mesmo tempo actual e tão antigo como a história da humanidade.
Descrição: Dissertação de Mestrado em Psicopatologia e Psicologia Clínica
URI: http://hdl.handle.net/10400.12/728
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