Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.12/720
Título: Factores de stress na unidade de cuidados intensivos: Percepção dos utentes, familiares e equipa de cuidados de saúde
Autor: Mourão, Maria Teresa
Palavras-chave: Psicologia da saúde
Instrumentos
Stress
Pessoal de saúde
Cuidados de saúde
Família
Cuidados intensivos
Instruments
Stress
Health psychology
Health personnel
Familiy
Intensive care
Data de Defesa: 2008
Editora: Instituto Superior de Psicologia Aplicada
Resumo: Objectivo: Comparar a avaliação dos factores de stress presentes na Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) do ponto de vista dos doentes, familiares e equipa de cuidados de saúde e identificar semelhanças e diferenças tendo em conta a percepção dos factores de stress com vista a optimizar os cuidados aos doentes. Material e Método: Estudo comparativo entre três grupos. Locais: Cinco Hospitais da Grande Lisboa, dois Particulares e três Públicos. Participantes: A amostra, constituída por 150 sujeitos, foi recolhida entre Dezembro de 2007 e Abril de 2008: 50 doentes durante a primeira semana da sua estadia na UCI, 50 familiares destes doentes e 50 membros da equipa de cuidados de saúde directamente envolvidos no cuidado a estes doentes. O questionário The intensive Care Unit Environmental Stressor Scale (ICUESS) foi aplicado a todos os doentes bem como um questionário de caracterização de amostra. Os familiares e os profissionais de saúde completaram o ICUESS com base na sua percepção do stress sentido pelos doentes. Resultados: Ter dores, estar preso por tubos e não conseguir dormir foram considerados pelos três grupos como os factores que causam maior stress. A equipa de cuidados de saúde considera os factores mais stressantes do que os próprios doentes e familiares. Conclusões: Analisada a natureza destes itens, verificou-se serem relativos a stress físico. Não se verificou uma correlação estatisticamente significativa entre o score total de stress dos doentes e dos seus familiares (r = 0,025), entre os doentes e a equipa de cuidados de saúde (r = 0,017) e entre estes e os familiares (r = -0,238). Verificaram-se diferenças estatisticamente significativas entre o score total de stress dos doentes e dos familiares (p = 0,000) e entre os doentes e os profissionais de saúde (p = 0,000), mas não entre os familiares e os profissionais de saúde (p = 0,027). Os resultados sugerem que a percepção dos familiares e dos profissionais de saúde em relação aos factores de stress têm alguns pontos em comum comparativamente com as percepções dos próprios doentes, embora a intensidade da avaliação para cada grupo corresponda à sua própria percepção.
Descrição: Dissertação de Mestrado em Psicologia da Saúde
URI: http://hdl.handle.net/10400.12/720
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