Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.12/713
Título: Aprendizagem organizacional: Programas de gestão de qualidade e resultados empresariais
Autor: Moreira, Pedro
Orientador: Cunha, Miguel Pina e
Palavras-chave: Qualidade
Comportamento organizacional
Aprendizagem organizacional
Gestão
Qualidade total
Programas de qualidade
Certificação
Organizações
Quality
Organizational behaviour
Organizational learning
Management
Total quality
Quality programs
Certification
Organizations
Data de Defesa: 1999
Editora: Instituto Superior de Psicologia Aplicada
Resumo: O interesse progressivo pela área da aprendizagem organizacional, motivado pela expectativa de produção de respostas competitivas que possam fazer face às sucessivas e sucessivamente mais exigentes mudanças das envolventes tem produzido uma grande quantidade de modelos teóricos, desproporcional em relação à investigação empírica de suporte a esses modelos. Constituindo um dos aspectos mais complexos do estudo das organizações, a aprendizagem organizacional abrange áreas já de si complexas como a estratégia, o design estrutural, a cultura e a interacção com a envolvente (Fiol & Lyles, 1985). Pela dificuldade de delimitação dos processos, a comprovação empírica dos modelos torna-se assim bastante difícil e os esforços específicos em torno de estudos de caso não oferecem por vezes aplicações que possam ter um valor de transposição extensiva a outras organizações. Por outro lado, as empresas que investem na aprendizagem organizacional visando aumentar a sua capacidade competitiva não podem estar genuinamente interessadas em partilhar um potencial know-how de vanguarda, cientes de que isso pode anular eventuais vantagens em relação aos seus concorrentes. Este estudo centra-se não nos processos, mas nos resultados da aprendizagem. Defende-se uma convergência teórica entre os programas de gestão da qualidade e a gestão da aprendizagem organizacional, numa perspectiva económica (Dogson, 1993), que: considera os aumentos tangíveis dos resultados como aprendizagem. Como referem Hackman e Wageman (1995), e Zbaracki (1998), é importante comprovar, para além do valor de goodwill que a gestão e os consumidores lhe possam atribuir, se os programas de qualidade geram de facto resultados superiores, proporcionando o retomo dos esforços de investimento nos processos de certificação assumidos pelas empresas. Será que estes programas geram de facto aumentos na eficácia e eficiência económica das empresas? O design utilizado envolveu a comparação dos resultados de 78 empresas da lista Fortuna 500, certificadas pelas normas NP EN ISO 9001 ou NP EN ISO 9002, no ano anterior e posterior à certificação. O estudo abrange o período entre 1991 e 1998, e múltiplas áreas de actividade, de forma a diluir a influência pontuai do contexto económico nacional ou das singularidades de um sector restrito sobre os resultados. A análise da evolução dos indicadores de eficácia (vendas) e de eficiência (valor acrescentado bruto) confirmaram as hipóteses iniciais. Relacionados com o número de efectivos das empresas no ano anterior e posterior à certificação (no qual não se verificaram alterações significativas) a evolução dos quocientes per capita apresenta também resultados favoráveis. Apesar de não ser possível estabelecer com este estudo uma ligação directa entre a certificação e a evolução favorável dos indicadores, a variedade de empresas incluídas na lista Fortuna 500, a extensão do período analisado, e a estabilidade do número de efectivos surgem como argumentos favoráveis da influência positiva dos programas de gestão da qualidade e certificação sobre a eficácia e eficiência organizacionais, defendida por várias abordagens na área da qualidade (Reeves & Bednar, 1994). A partir dos resultados obtidos, as expectativas de sucesso destes programas parecem de alguma forma fundamentadas. O aumento dos resultados tangíveis poderá ser ainda mais interessante, com a evolução no futuro, de uma perspectiva de qualidade baseada no controlo, para uma orientação consistente para a aprendizagem, que poderá contribuir para abrir novas vias de gestão de vectores tradicionais da qualidade como a satisfação do cliente, o desenvolvimento contínuo e a concepção sistémica da organização (Sitkin, Sutcliffe & Schroeder, 1994). Ao nível da investigação, a gestão da qualidade poderá vir a representar uma circunscrição interessante para o estudo dos processos de aprendizagem organizacional, contribuindo para ultrapassar o impasse actuai de comprovação empírica dos modelos teóricos existentes, modelos esses que possuem, reciprocamente, um potencial de valor acrescentado para a gestão da qualidade, e para a eficácia e eficiência económica das organizações.
Descrição: Dissertação de Mestrado em Comportamento Organizacional
URI: http://hdl.handle.net/10400.12/713
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