Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.12/692
Título: Percepções e realidades: O gestor intermédio na dinâmica da estratégia empresarial
Autor: Mendes, Maria Manuel
Orientador: Gomes, Jorge F. S.
Palavras-chave: Organizational behaviour
Management
Comportamento organizacional
Gestão
Organizações
Estratégia
Estudo de caso
Tomada de decisão
Organization
Strategies
Case study
Decision making
Data de Defesa: 2005
Editora: Instituto Superior de Psicologia Aplicada
Resumo: No decorrer das mudanças estruturais das organizações, a estratégia, a organização e os gestores têm vindo a adaptar-se. Os líderes estão a alterar o seu papel na tomada de decisões estratégicas, delegando muita dessa responsabilidade para os gestores de linha (Bartlett & Ghoshal, 1995). Os gestores intermédios surgem na literatura de Floyd e Wooldridge (1990;1992;1994;1997;2000), Kanter (1982), Burgelman (1983a), Wesley (1990), Nonaka (1988), Balogun (2003), entre outros, com um papel mais importante do que nunca, sendo a sua participação nos processos estratégicos fundamental para o desempenho organizacional. Todos estes estudos ilustram que o gestor intermédio cumpre um papel chave nas estratégias das organizações, no entanto, a necessidade de compreensão dos fenómenos associados ao envolvimento do gestor intermédio na estratégia torna-se cada vez mais emergente. Em que momentos ocorre o envolvimento do gestor intermédio, de que forma, em que contexto? Autores mais críticos colocam em causa a existência de estratégia nas organizações (Hambrick & Fredrickson, 2001), daí que um dos objectivos do trabalho foi identificar em que moldes se formula a estratégia na organização e qual o papel que é atribuído ao gestor intermédio no decorrer desse processo. Por outro lado, tendo em conta o novo papel que tem vindo a ser atribuído ao gestor intermédio (Bartlett & Ghoshal, 1995), o presente estudo pretende também identificar o que é um gestor intermédio, do ponto de vista dos próprios e do ponto de vista dos gestores de topo. Tendo em conta a organização e o meio onde está inserida, bem como, o processo estratégico existente, o estudo procurou também identificar as razões pelas quais o envolvimento do gestor intermédio é variável de organização para organização. Assim sendo, o presente estudo conclui que, no seio das organizações, o conceito de estratégia utilizado é um conceito bastante lato, na medida em que, a estratégia foi referenciada sempre como algo onde são definidas directrizes, metas a alcançar e de que forma deverão ser alcançadas, "onde e como". O envolvimento dos gestores intermédios na estratégia é analisado precisamente nestas duas vertentes, sendo também considerados, como contributos estratégicos, ideias que possam, de certa forma, contribuir para a obtenção dos resultados estratégicos definidos, independentemente da origem e do timming em que surgem. Apesar da realização de planeamentos estratégicos em mercados dinâmicos ser criticada na literatura, as organizações, independentemente do estágio em que se encontram, continuam a realizar ciclos de planeamento estratégico. A existência do processo cria espaços favoráveis ao envolvimento, tendo-se revelado um elemento muito importante pois, potência a participação de vários membros da organização, ao mesmo tempo que cria sintonia organizacional e responsabilização face às metas que estão a ser definidas. No entanto, este factor por si só não é suficiente, até porque, de acordo com o contexto interno e externo e face ao impacto das decisões a tomar, o processo poderá ser mais top-down ou bottom-up. Adicionalmente, para além dos processos estratégicos formais, normalmente pré-definidos pela holding do grupo há outros factores que contribuem para o maior ou menor envolvimento do gestor intermédio na estratégia, tais como: os modelos de gestão utilizados, a cultura organizacional implantada, a idade média da organização e / ou respectivos colaboradores, a postura da liderança, os filtros comunicacionais e as competências da gestão intermédia. Assim sendo, a mesma organização, ao longo do tempo, poderá proporcionar diferentes graus de envolvimento do gestor intermédio na estratégia, dentro ou fora dos circuitos formais pré-definidos, por solicitação directa ou por iniciativas autónomas da gestão intermédia, sendo estes graus de envolvimento afectados por factores organizacionais, individuais, contextuais ou processuais. As mais valias encontradas no envolvimento do gestor intermédio na estratégia são consensuais, no entanto, também envolve alguns riscos, como por exemplo, a possibilidade de se analisarem e trabalharem realidades distorcidas e incompletas. Apesar das dúvidas existentes sobre a definição formal do gestor intermédio o julgamento dos seus contributos para a estratégia estão em sintonia com os comportamentos e atitudes desejados pelos CEOs das organizações, conscientes que o gestor intermédio ideal é difícil de encontrar pois, ainda é difícil conciliar capacidades conceptuais com capacidades operacionais. Como dizia um dos participantes "sem pessoas não há estratégia", daí que um dos contributos fundamentais do gestor intermédio para a estratégia seja também a eficiência na gestão dos recursos humanos da(s) sua(s) equipa(s).
Descrição: Dissertação de Mestrado em Comportamento Organizacional
URI: http://hdl.handle.net/10400.12/692
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