Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.12/654
Título: Representações de acontecimentos: Os efeitos da experiência e da estrutura de acontecimentos na linguagem das crianças
Autor: Martinho, Cláudia Sofia de Sousa
Orientador: Matta, Isabel
Palavras-chave: Psicologia educacional
Linguagem
Representações
Linguística
Desenvolvimento
Aprendizagem
Memória
Processos cognitivos
Instrumentos
Esquema
Educational psychology
Language
Linguistics
Representations
Development
Learning
Memory
Cognitive processes
Instruments
Scheme
Data de Defesa: 2001
Editora: Instituto Superior de Psicologia Aplicada
Resumo: Com este estudo procurou-se compreender como é que as crianças o 1o e do 2o ano de escolaridade representam os acontecimentos e se essas representações funcionam como organizadores cognitivos e facilitadores da resolução de problemas linguísticos. Neste sentido pediu-se a cada criança para relatar dois acontecimentos e para realizar exercícios gramaticais sobre cada um deles. Os acontecimentos propostos foram "Dia de escola" (mais familiar) e "Ida ao supermercado" (menos familiar). Posteriormente compararam-se os relatos dos dois anos de escolaridade relativamente ao grau de complexidade e organização dos scripts produzidos para os dois acontecimentos e a maior ou menor facilidade na resolução de exercícios gramaticais correspondentes aos dois acontecimentos. Segundo autores como Nelson, as crianças mais velhas produzem scripts mais complexos e organizados, devido ao nível de desenvolvimento cognitivo e à maior experiência com os acontecimentos. Todas as crianças produzem scripts mais complexos e organizados quando o script lhes é mais familiar, dado terem maior experiência, o que provoca um maior conhecimento sobre o acontecimento. Os autores defendem também o facto de a representação de acontecimentos ser a primeira base sobre a qual assentam as operações cognitivas da criança, pelo que a realização de tarefas acerca de acontecimentos mais familiares seja mais fácil, pois implica a acção de um esquema representacional mais forte. Os resultados obtidos apontam no sentido de: O script "Dia de escola" mostrou-se mais rico e complexo para os alunos do 2o ano, enquanto que o script "Ida ao supermercado" se mostrou mais rico e complexo para o 1o ano de escolaridade"; Existem diferenças significativas entre "Dia de escola" e "Ida ao supermercado" no que diz respeito ao número de informações e de tempos verbais (presente indicativo e pretérito perfeito); Existem diferenças significativas entre 1o e 2o ano no que diz respeito à utilização dos tempos verbais presente do indicativo, pretérito perfeito e infinito pessoal; As crianças do 2o ano de escolaridade produzem scripts mais complexos e organizados que as crianças do 1o ano; Existem diferenças entre acontecimentos nas questões 1,3,4e5; O script "Dia de escola" teve um efeito facilitador sobre os alunos do 1o ano aquando da resolução dos exercícios; Foi o 2° ano quem apresentou melhores resultados na resolução dos exercícios, para ambos os scripts. Concluímos que as crianças do 1o e 2o ano de escolaridade têm já representatividade de acontecimentos sendo que os scripts produzidos aumentam de complexidade e organização ao longo do crescimento dos sujeitos, mantendo-se relativamente organizados e complexos para acontecimentos familiares. Concluímos também que para estas crianças a representação de acontecimentos funciona como organizador cognitivo e facilitador da resolução de problemas.
Descrição: Dissertação de Mestrado em Psicologia Educacional
URI: http://hdl.handle.net/10400.12/654
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