Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.12/643
Título: Mudança organizacional em contexto hospitalar: Um projecto de planeamento de altas
Autor: Marques, Cristina Maria Alves
Palavras-chave: Mudança organizacional
Políticas
Narrativas
Saúde
Gestão
Ambiente hospitalar
Administração hospitalar
Organizational change
Politics
Narratives
Health
Management
Hospital environment
Hospital administration
Data de Defesa: 2005
Editora: Instituto Superior de Psicologia Aplicada
Resumo: A aprovação da nova Lei de gestão hospitalar veio configurar uma nova realidade para o sector hospitalar português. É uma oportunidade para desenvolver novas competências de gestão, recompensar o bom desempenho e premiar a maior eficiência. Neste contexto de mudança vários foram os objectivos traçados pela Unidade de Missão, bem como as estratégias para os atingir, entre os quais o projecto de planeamento de altas, que é uma das iniciativa chave na redução dos internamentos por motivos de natureza social, sendo para tal necessário o empenhamento de toda a equipa multidisciplinar, incluindo o doente/elemento cuidador. A necessidade de diminuir o tempo de internamento que hoje vigora nos hospitais, na perspectiva da optimização económica de recursos, colide frequentemente com os interesses dos familiares e dos doentes hospitalizados, podendo mesmo atropelar a qualidade dos cuidados que estes merecem. Neste seguimento, este estudo teve por base este projecto, implementado num serviço hospital central de Lisboa, recentemente tornado sociedade anónima. Pretende-se assim contribuir para a compreensão, num contexto de mudança, do conceito de planeamento de altas na continuidade dos cuidados de saúde e na sua estruturação, no sentido de perceber como podem levar a cuidados mais centrados no doente. Este serviço é caracterizado por recursos humanos altamente especializados e os seus clientes têm habitualmente déficit de saúde, mais concretamente na área da respiratória. São assim portadores de doenças crónicas, de alguma forma limitativas, obrigando-os, com alguma frequência, a dirigirem-se ao hospital. O facto da alta do doente não ser planeada atempadamente, torna-se com frequência num momento de ansiedade, tanto para o doente, como para a família/elemento cuidador, não o deixando de ser também para a equipa multidisciplinar. É frequentemente no momento de alta que é transmitida toda uma quantidade de informações e conselhos importantes para a vida futura dos mesmos, o que se houvesse planeamento, poderia ter sido feito de uma forma gradual e sistemática. Pretende-se estudar o impacto deste projecto e para tal analisou-se o impresso implementado aos doentes internados, durante um mês consecutivo, perfazendo um total de 51. Por esta análise ter sido inconclusiva, recorreu-se a entrevistas aos lideres dos grupos profissionais envolvidos. Trata-se de um trabalho exploratório, uma vez que procura conhecer melhor os fenómenos em estado, quer através de novas questões ou novas explicações, ou simplesmente tentando indagar as características dos acontecimentos ou situações. Concluímos de uma forma geral que realmente não se ganhou a aposta da mudança pretendida inicialmente, mas acabou por ficar incutido no seio da equipa determinadas alterações à sua rotina, que permitiram uma melhoria futura contínua dos cuidados, sendo necessário que todos se sintam motivados e envolvidos. Com este projecto aconteceram evoluções muito significativas no processo de cuidados e no modo de estar dos profissionais. Pensa-se e fala-se na alta precocemente e é registada mais informação relativa ao processo de alta para garantir a continuidade de cuidados e do investimento de cada grupo profissional. A família é mais "chamada" a participar nos cuidados e "ensina-se" mais cedo, para obterem mais segurança e confiança na capacidade para lidar com as "novas dependências" do seu doente. Há uma maior solicitação, melhoria do diálogo e maior esforço de articulação entre os vários grupos profissionais (os envolvidos no projecto e os nutricionistas e psicólogos), nomeadamente em situações com necessidade de apoio domiciliário. Rompeu-se com algumas formas de pensar e agir, dominantes no início do projecto, havendo agora argumentos e fundamentos para poderem negociar tempos para orientação do doente/família/elemento cuidador. A postura da equipa é mais activa e dinâmica na procura de soluções para o doente e família, sendo a comunicação mais horizontal. Sendo que actualmente a equipa deste serviço conhece de outro modo a pessoa, que por estar doente vive este período da sua existência, precisando da sua ajuda e da sua competência. Sugere-se o alargamento deste estudo aos doentes e elementos cuidadores, de uma forma mais activa.
Descrição: Dissertação de Mestrado em Comportamento Organizacional
URI: http://hdl.handle.net/10400.12/643
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