Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.12/616
Título: Espaço clínico: A influência do espaço das unidades de cuidados intensivos no clima social
Autor: Luis, Almerinda Franco
Orientador: Barracho, Carlos
Data de Defesa: 1996
Editora: Instituto Superior de Psicologia Aplicada
Resumo: Pretende-se com a presente Tese de Mestrado, verificar se existe influência do tipo de espaço de trabalho (aberto / fechado ) das unidades de cuidados intensivos ( UCI), no clima social dos grupos que nelas desenvolvem a sua actividade profissional. A população é constituída por 96 sujeitos de ambos os sexos e de 5 grupos profissionais, dos quais 36 pertencem à unidade de estrutura aberta e 60 à unidade de estrutura fechada. Participaram no estudo todos os sujeitos que durante o período definido para a recolha dos dados se encontravam a trabalhar e que reuniam os critérios de inclusão no estudo. Por condicionalismos que se prendem com o reduzido número de sujeitos de alguns grupos profissionais, a análise dos resultados incide apenas sobre três grupos - médicos, enfermeiros e auxiliares de acção médica. O presente estudo apresenta um design factorial 2*3, sendo consideradas como variáveis independentes, o tipo de espaço (aberto / fechado) e a profissão e como variáveis dependentes, três dimensões do clima social - a coesão do grupo, o controlo e conforto físico. O instrumento de medida do clima social é a " Work Environment Scale " ( W.E.S.), a escala desenvolvida por Moos e Insel em 1974, que contempla dez variáveis incluindo o conforto físico. A partir da análise dos resultados verifica-se que existem diferenças significativas de percepção do ambiente social, consoante o tipo de estrutura física do local de trabalho. Na globalidade, os sujeitos da unidade aberta percepcionam o clima de uma forma mais positiva. Verifica-se que os profissionais da unidade aberta percepcionam mais coesão, mais apoio do chefe ou supervisor (p< .01), mais autonomia e mais inovação (p< .05), do que os profissionais da unidade de espaço fechado. Relativamente à unidade de espaço fechado, os indivíduos na globalidade, percepcionam mais controlo por parte dos supervisores ou chefes e mais conforto físico (p< .05) do que os indivíduos da unidade de espaço aberto. Também se verifica que existe diferença de percepção do clima, entre os enfermeiros de ambas as unidades. Os enfermeiros da unidade aberta percepcionam mais envolvimento, mais coesão, mais apoio do chefe, mais autonomia, mais inovação (p<- .01) e mais clareza (p< .05) do que os enfermeiros da unidade de espaço fechado. Os enfermeiros da unidade fechada percepcionam mais controlo (p< .05) do que os seus pares da unidade aberta. Também é objectivo deste estudo, verificar se as percepções do clima diferem de acordo com o tipo de profissão. Relativamente aos profissionais da unidade aberta, verifica-se que os enfermeiros percepcionam a dimensão do relacionamento (o envolvimento, a coesão e o apoio), de forma significativamente mais positiva (p< .05) do que os médicos. Relativamente à dimensão desenvolvimento pessoal, a orientação para a tarefa é percepcionada de um modo significativamente mais acentuado (p< .05) pelos enfermeiros, relativamente aos médicos. No que se refere à dimensão sistemas de manutenção e mudança, também se verifica que existem diferenças significativas (p< .05) de percepção do clima. entre médicos e enfermeiros, com os enfermeiros a apresentarem níveis superiores de controlo, de clareza, de inovação e de conforto físico, do que os médicos. No que diz respeito às diferenças de percepção entre enfermeiros e auxiliares de acção médica verifica-se que na unidade aberta os enfermeiros percepcionam de uma forma significativamente mais .05) o apoio do chefe, a autonomia e o conforto físico, relativamente aos auxiliares de acção médica. No que se refere aos médicos e auxiliares de acção médica da unidade aberta, apenas se verifica have diferença significativa (p< .05) na percepção do controlo, com os auxiliares a percepcionarem mais controlo por parte do chefe. Na unidade fechada, verifica-se que existe diferença de percepção entre médicos e enfermeiros relativamente à pressão no trabalho (p< .01), sendo que esta é percepcionada de forma mais acentuado pelos enfermeiros. Entre os médicos e auxiliares de acção médica, verifica-se que os médico percepcionam a coesão de forma significativamente mais positiva (p< .05) e que os auxiliares de acção médica percepcionam mais pressão no trabalho e mais conforto físico do que os médicos (p< .05).
Descrição: Dissertação de Mestrado em Comportamento Organizacional
URI: http://hdl.handle.net/10400.12/616
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