Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.12/577
Título: Prevenção da intoxicação não intencional infantil no espaço doméstico: A importância dos factores socio-cognitivos do pais
Autor: Graça, Maria da Graça Vinagre da
Orientador: Martins, Margarida Alves
Lima, Maria Luísa
Data de Defesa: 1995
Editora: Instituto Superior de Psicologia Aplicada
Resumo: Os acidentes domésticos não intencionais são ainda actualmente, uma importante causa de mortalidade e morbilidade, essencialmente em crianças com idade inferior a quatro anos. Entre os vários tipos de acidentes que ocorrem, é de salientar o número ainda elevado de intoxicações, sobretudo por medicamentos e produtos de uso doméstico. O meio físico e os comportamentos das crianças e dos seus "cuidadores" podem constituir factores de risco à sua ocorrência. No entanto, nestas idades, a protecção das crianças no espaço doméstico depende fundamentalmente dos pais. Mas, apesar dos programas educacionais que lhes têm sido dirigidos, a incidência destes acidentes, mantém-se em níveis elevados, em alguns casos tem até aumentado. É esse o caso das intoxicações não intencionais, o tipo de acidente em que se centra este estudo. Partindo do pressuposto, que a mudança dos comportamentos dos pais relativos à segurança na criança, só poderá ocorrer, se os programas de intervenção incidirem sobre as suas formas de pensar e de agir, assumindo assim, a mediação cognitiva das suas práticas, pretende-se neste trabalho contribuir para a identificação e compreensão de factores socio-cognitivos subjacentes à intenção das mães de colocar os produtos perigosos fora do alcance das crianças. Para a conceptualização teórica do problema, foram utilizados fundamentalmente, o Modelo das Crenças de Saúde (Becker & Maiman, 1975) e a Teoria do Comportamento Planeado (Ajzen & Madden 1986), pretendendo-se testar a utilidade de cada um deles na predição da intenção comportamental das mães. Os dados foram obtidos através da aplicação de um questionário a 186 mães de crianças entre os 9 e os 15,5 meses de idade, de ambos os sexos. De acordo com os resultados obtidos ambos os modelos se adequam à predição da intenção das mães de adoptar o comportamento de prevenção, embora a Teoria do Comportamento Planeado tenha um nível de explicação de variância superior ao do Modelo das Crenças de Saúde. No entanto, a integração das variáveis dos dois modelos, permite um aumento do nível de variância explicada, contribuindo significativamente para a explicação da intenção das mães; a atitude face ao comportamento, os benefícios percebidos do comportamento de prevenção, a responsabilidade percebida face à segurança doméstica dos filhos, o controlo comportamental percebido face a tal comportamento e a ameaça percebida relativa à intoxicação doméstica na criança. Com base nestes resultados, definem-se algumas implicações na divulgação de acções de prevenção, nomeadamente ao nível de intervenções educacionais mais ajustadas às crenças e valores dos pais.
Descrição: Dissertação de Mestrado em Psicologia Eduacional
URI: http://hdl.handle.net/10400.12/577
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