Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.12/563
Título: Paternidade, gravidez e o síndroma de couvade: Estudo exploratório sobre a ocorrência de sintomas em pais-expectantes portugueses
Autor: Gomez, Rita M. M.
Orientador: Figueiredo, Eurico
Data de Defesa: 2000
Editora: Instituto Superior de Psicologia Aplicada
Resumo: Enquadrado teoricamente numa abordagem da paternidade, da gravidez e do Sindoma de Couvade, foi conduzido um estudo exploratório sobre a ocorrência de sintomas em pais-expectantes portugueses, o qual obedeceu a um desenho de investigação característico de um estudo observacional descritivo-de comparação entre grupos e analítico-transversal. Foi constituída uma amostra de 11 pais-expectantes no primeiro trimestre da gravidez, 21 pais-expectantes no segundo trimestre da gravidez, 20 pais-expectantes no terceiro trimestre na gravidez e 22 homens-não-expectantes, todos de nacionalidade portuguesa, maiores de idade e casados ou em união de facto, tendo-se recorrido a um método mail type para a amostragem e recolha dos dados. Pretendo-se determinar se os sintomas vivenciados por pais-expectantes portugueses são atribuíveis à gravidez e enquadráveis no construto Síndroma de Couvade, compararam-se os pais-expectantes em cada trimestre da gravidez e os homens-não-expectantes, no tipo e número de sintomas vivenciados, e analisou-se a relação entre o número de sintomas vivenciados e outros acontecimentos de vida que não a gravidez. Pretendendo-se analisar se a incidência de sintomas nos pais-expectantes portugueses apresenta uma evolução em curva U ao longo da gravidez (considerada típica do Síndroma de Couvade), compararam-se pais-expectantes em cada trimestre da gravidez no número de sintomas vivenciados. Pretendendo-se determinar o efeito de planeamento da gravidez (planeada vs não-planeada), estatuto da paternidade (primípara vs não-primípara) e idade na incidência de sintomas durante a gravidez, compararam-se os pais-expectantes cuja gravidez tinha sido planeada e os pais-expectantes cuja gravidez não tinha sido não-planeada, por um lado, e os pais-primíparos e os pais-não-primíparos, por outro, no número de sintomas vivenciados., e determinou-se o grau de relação entre esta variável e a idade. Para avaliar o tipo e número de sintomas vivenciados foi feita a adaptação do The Symptomatology Inventory (Black, Holditch-Davis, Sandelowski e Harris, 1995), cuja versão foi intitulada 'Inventário de Sintomatologia', e para avaliar os acontecimentos de vida foi utilizada uma versão traduzida do Life Experiences Survey (Sarason, Jonhson e Siegel, 1978). Os resultados sugeriram que, em termos médios, os pais-expectantes portugueses vivenciam sintomatologia geral em quantidade equivalente aos homens não-expectantes, embora pareçam ser mais afectados na motivação sexual e social. Em termos de evolução ao longo da gravidez, parece haver uma maior vulnerabilidade à vivência de sintomas no segundo trimestre, mas que não é significativa. Os resultados sugeriram ainda que a incidência de sintomas durante a paternidade-expectante não se associa à idade, planeamento da gravidez ou estatuto da paternidade. Finalmente, os resultados indicaram a pertinência de se explorar a relação entre estatuto gravídico masculino e percepção de outros acontecimentos de vida. Concluiu-se que, na sua globalidade, os resultados obtidos não provinham confirmação empírica do Síndroma de Couvade, apesar do reconhecimento de que muitos homens-expectantes podem vivenciar constrangimentos físicos e emocionais durante a gravidez. Considerou-se, no que respeita à investigação sobre o Síndroma de Couvade, que estudos futuros deveriam avaliar a percepção dos pais-expectantes do próprio estado geral de saúde e o recurso a tratamento para lidar com os sintomas, e que continuará a ser relevante o estudo das alterações fisiológicas masculinas durante a gravidez e dos factores que medeiam essas mudanças. Considerou-se, no que respeita à prática clínica, a necessidade de um melhor enquadramento das vivências masculinas da gravidez, e de disponibilizar sistemas de apoio mais cedo e a mais vocacionados para lidar com a situação marital durante a gravidez e com a futura parentalidade.
Descrição: Dissertação de Mestrado em Psicopatologia e Psicologia Clínica
URI: http://hdl.handle.net/10400.12/563
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