Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.12/537
Título: Redes sociais e redes de suporte de adolescentes: Estudo comparativo entre rapazes e raparigas
Autor: Frias, Maria João B.
Orientador: Pereira, Frederico
Data de Defesa: 1995
Editora: Instituto Superior de Psicologia Aplicada
Resumo: Pretendia-se comparar as redes sociais e de suporte de rapazes e raparigas adolescentes, nomeadamente ao nível do tamanho, composição e qualidade das relações nelas estabelecidas. Para isso, estudou-se uma amostra de 60 alunos com idades compreendidas entre os 15 e os 17 anos (inclusive), recrutados voluntariamente num estabelecimento do ensino secundário oficial, tendo-se constituído, em função do sexo, dois grupos distintos: grupo dos rapazes (N=30) e grupo das raparigas (N-30). Aplicou-se um modelo adaptado da "Network Interview" (modelo proposto pela Universidade de Illenois,1992) e, posteriormente, um questionário de resposta aberta. No tratamento estatístico submeteram-se algumas variáveis ao teste "t de studant", tendo-se ainda feito uma análise descritiva dos restantes dados. Conclui-se existirem algumas diferenças significativas nas redes sociais e de suporte dos dois grupos estudados. De facto, as raparigas aparecem como estabelecendo redes sociais e de suporte maiores que os rapazes, assumindo também relações com maior qualidade (vidé items analisados). É também o grupo das raparigas que mais manifesta um "efeito de clivagem de sexo" (tendência para se relacionarem prioritariamente com indivíduos do mesmo sexo). Dado que a consigne geral do instrumento que pretendia avaliar as redes recorria ao conceito "pessoas mais importantes para ti" e sendo alguns dos resultados contrários aos esperados, remetem-se as conclusões para critérios de "importância nas relações". Hipotetiza-se assim que, independentemente das relações efectivamente estabelecidas (não contempladas no presente estudo), rapazes e raparigas poderão eleger diferentes critérios para representar a importância das relações. O mais interessante do estudo é provar, de certa forma, a importância das relações familiares no contexto relacional do adolescente, bem como a existência de um número considerável de pares que eleitos como amigos e melhores amigos, são também colegas de escola. Estes resultados vêm consolidar a importância da intervenção ao nível da educação para a saúde em contexto escolar na adolescência, não negligenciando também, o importante papel que a família pode assumir nesta área. Sublinha-se ainda a necessidade de se considerarem, em programas de intervenção futuros, as diferenças existentes nas relações assumidas pelos dois sexos. Recomenda-se também, a realização de investigações que correlacionem, considerando as diferenças de sexo, as redes sociais de adolescentes com a manifestação de comportamentos de risco.
URI: http://hdl.handle.net/10400.12/537
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