Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.12/532
Título: Percepções da escola por parte dos formandos de educação recorrente num estabelecimento prisional
Autor: Fráguas, Dorotea Maria Rodrigues Gomes do Nascimento
Orientador: Ramalho, Glória
Palavras-chave: Psicologia educacional
Auto-percepção
Instrumentos
Socialização
Integração social
Integração escolar
Prisões
Educação
Prisioneiros
Educational psychology
Self-perception
Instruments
Socialization
Social integration
Prisions
Education
Prisoners
Data de Defesa: 2003
Editora: Instituto Superior de Psicologia Aplicada
Resumo: O facto de estar ligada à Educação Recorrente e de há 17 anos consecutivos organizar cursos e exercer funções tecnicopedagógicas num Estabelecimento Prisional, possibilitou-me um conhecimento e um contacto pessoal mais pormenorizado com a referida instituição prisional. Estes cursos regem-se por normas específicas impostas pela instituição, facto que nos levou a questionar sobre as percepções que os formandos reclusos têm da Escola, em estabelecimento prisional. Caracterizámos a população reclusa, na sua grande maioria jovens, e estabelecemos a diferença entre as atitudes face à Escola dos reclusos que frequentam e os que não frequentam o 1o e 2° ciclos do Ensino Recorrente. Acerca das percepções que constroem da Escola, há que salientar que a maioria dos respondentes, quer os que frequentam ou não a Escola, são unânimes em considerar a Escola positiva, quando avaliaram o papel da mesma através do nosso inquérito - instrumento fundamental deste estudo. Uma vez que nascemos e vivemos em organizações, não podemos deixar de olhar a organização Escola como uma das mais relevantes. A pesquisa que fizemos no respeitante ao conjunto de legislações sobre a estrutura da Escola nos Estabelecimentos Prisionais, foi fundamental para melhor compreendermos esta problemática, no contexto da evolução das ideias e orientações através dos tempos. O estudo exploratório permitiu um contacto não só com os materiais documentais, mas também com o universo humano e o espaço físico, possibilitando a organização e práticas de investigação adequadas à realidade a que foram aplicadas. Os contactos informais com os reclusos foram feitos nas aulas, nos intervalos das actividades, nos corredores, no pátio do recreio e nas celas. O vocabulário utilizado foi cuidado de forma a ser entendido pelos nossos interlocutores. Ministrámos o inquérito aos reclusos por pequenos grupos e solicitámos a colaboração de dois reclusos bem aceites pela população prisional Apesar de alguns olhares pessimistas sobre as prisões, o nosso estudo parece indicar que a Escola nestas organizações poderá ajudar a satisfazer algumas das necessidades mais prementes, ou seja, o de contribuir para a inserção na sociedade. Todavia, não podemos esquecer as limitações deste nosso estudo, que decorreu numa instituição fechada, com todas as restrições impostas por essa condição. A medida que fomos percorrendo o longo caminho metodológico que norteou o nosso estudo, fomos verificando os limites do nosso conhecimento e, consequentemente, do muito que ficou por pesquisar e descobrir. Conscientes de que todo o trabalho em ciências sociais acarreta múltiplas dificuldades, e sem pretendermos apresentar certezas do nosso estudo, desejamos sim, que ele seja o embrião de uma longa caminhada que são as investigações sobre prisões no nosso país. Ao apresentarmos o desenho do nosso estudo convidamo-lo a espreitar a prisão e a acompanhar-nos ao som de ruídos metálicos através desta "viagem" para perceber como é que o recluso interpreta a função da Escola e o significado que lhe atribui.
Descrição: Dissertação de Mestrado em Psicologia Educacional
URI: http://hdl.handle.net/10400.12/532
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