Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.12/526
Título: Interacções sociais entre crianças surdas e crianças ouvintes: Os benefícios cognitivos no seio das díades
Autor: Filipe, Inês Maria da Rosa
Orientador: Matta, Isabel
Data de Defesa: 2001
Editora: Instituto Superior de Psicologia Aplicada
Resumo: O presente trabalho teve como principal objectivo explorar os benefícios da interacção social e situação de resolução de problemas com crianças de estatutos auditivos diferentes em situação diádica. A nossa amostra é constituída por 20 crianças, em que 10 são surdas e 10 são ouvintes, situadas numa faixa etária entre os 8 e os 11 anos, e foi recolhida em nove escolas públicas do 1o ciclo do Ensino Básico do distrito de Évora. Para o estudo dos benefícios resultantes da interacção social que se estabeleceu entre as crianças surdas e as crianças ouvintes, propusemos três tarefas-problema como mediadoras da interacção: a "Solução do Barqueiro", a "Torre de Hanoi" e os "Cubos". Agrupámos as 20 crianças num grupo experimental e num grupo de controlo. A situação experimental aconteceu em três momentos diferentes. Num primeiro momento, os grupos experimental e de controlo resolveram a tarefa-problema de forma individual. Num segundo momento, as crianças do grupo experimental foram emparelhadas duas a duas, formando-se, assim, díades compostas por uma criança surda e por uma criança ouvinte, tendo cada díade resolvido a tarefa-problema em situação de interacção, enquanto que as crianças do grupo de controlo as resolveram em situação individual. Por fim, num terceiro momento, ambos os grupos resolveram as tarefas-problema era situação individual. A análise dos resultados foi feita de forma qualitativa e quantitativa. Para o tratamento estatístico, recorreu-se ao teste ANOVA Medidas Repetidas, para a análise intra-grupal, e inter-grupal. Na análise intra-grupal pudemos observar que os tempos gastos melhoraram significativamente do pré-teste para os dois pós-testes quer no Grupo Experimental, quer no Grupo de Controlo, nas tarefas "Solução do Barqueiro" e "Cubos". Relativamente à tarefa "Torre de Hanói" o Grupo Experimental evoluiu de forma significativa enquanto que no Grupo de Controlo as evoluções não foram significativas. Na análise inter-grupal não se verificaram entre os dois grupos diferenças significativas do ponto de vista estatístico. Contudo, constata-se que na tarefa "Torre de Hanói" o Grupo Experimental foi o que mais ganhou com a situação interactiva apresentando maior distanciamento do Grupo de Controlo. Nas tarefas "Solução do Barqueiro" e "Cubos", ambos os grupos evoluíram, não sendo possível atribuir-lhes ganhos decorrentes da situação interactiva. Relativamente aos desempenhos dos Sujeitos Ouvintes e dos Sujeitos Surdos, poderemos afirmar que nas três tarefas propostas são os Sujeitos Ouvintes os que mais ganham com a situação interactiva, já que evoluíram significativamente em todas as provas no Grupo Experimental. Neste grupo os Sujeitos Surdos não registaram progressos significativos na tarefa "Solução do Barqueiro". Como também se registaram ganhos no Grupo de Controlo em todas as provas com excepção da "Torre de Hanói" em que os resultados significativos apenas se verificaram no Grupo Experimental poderemos afirmar que é nesta prova que os Sujeitos Ouvintes e os Sujeitos Surdos mais beneficiam com a situação interactiva.
Descrição: Dissertação de Mestrado em Psicologia Educacional
URI: http://hdl.handle.net/10400.12/526
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