Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.12/508
Título: Niveis de criatividade dos professores e praticas de sala de aula consideradas promotoras da criatividade
Autor: Fernandes, Manuel A. M.
Orientador: Jesuíno, Jorge Correia
Data de Defesa: 1996
Editora: Instituto Superior de Psicologia Aplicada
Resumo: Neste estudo, procuram-se algumas pistas sobre a utilização pelos professores, de algumas práticas docentes, reconhecidas na literatura como favoráveis ao desenvolvimento da criatividade na sala de aula, em função do nível de criatividade dos mesmos; averiguar se essas práticas variam em função dos níveis de fluência, de flexibilidade e de originalidade dos docentes e ainda, identificar as práticas dos professores mais criativos. A amostra foi constituída por 47 professores do ensino superior politécnico da cidade de Beja. Desses professores, 16 pertenciam à Escola Superior de Enfermagem de Beja leccionando todos no mesmo curso de Enfermagem, que se considerou como uma única área cientifica, os outros 31 professores pertenciam à Escola Superior de Educação de Beja e estavam distribuídos pelas áreas científicas de: Expressão e Comunicações não Verbais, Matemáticas e Computacionais, Expressão e Comunicações Verbais, Ciências da Natureza, Ciências da Educação e Ciências Sociais. Aplicaram-se dois instrumentos: o Teste de Criatividade de Torrance Forma Verbal e uma lista de verificação construída pelo investigador para medirem respectivamente, os níveis de criatividade e as práticas dos docentes favoráveis à promoção da criatividade na sala de aula. O Teste de Criatividade de Torrance, foi escolhido porque é adequado a ser aplicado a adultos, foi desenvolvido no contexto de sala de aula e já se encontra trabalhado para a população portuguesa (Oliveira, 1992). Como não existia nenhum instrumento para medir as práticas docentes favoráveis à criatividade, foi construída uma lista de verificação, para esse efeito. A referida lista de verificação, tem uma cotação global e uma cotação parcial, resultante do agrupamento das práticas em quatro grupos, que se aceita serem os aspectos em que é funcionalmente dividida a criatividade: As características da pessoa criativa, o processo criativo, o produto criativo e o ambiente criativo. A fim de identificar a natureza e a extensão da relação existente entre os níveis de criatividade e as práticas docentes favoráveis ã criatividade na sala de aula, fizeram-se análises de variância, /-testes, correlações e também analises de regressão múltipla, tendo as práticas docentes como variável dependente e as escalas de criatividade, Fluência, Flexibilidade e Originalidade como variáveis independentes. Foram também calculadas correlações múltiplas entre estas variáveis. Verificou-se que a criatividade não é previsora das práticas docentes favoráveis à promoção da criatividade na sala de aula. A criatividade medida pelas variáveis Originalidade, Fluência e Flexibilidade é somente previsora das práticas docentes favoráveis à promoção do produto criativo na sala de aula, explicando 17,8%, da variação nas referidas práticas. Também se concluiu ser a Flexibilidade a variável que mais explica em sentido positivo essa variação, sendo a influência da Originalidade e da Fluência de sentido negativo, mas sem significado estatístico. A verificação da importância da Flexibilidade para as práticas docentes favoráveis à promoção da criatividade, confirma as afirmações de Torrance e de Giglio feitas neste sentido, pelo que se pensa ser uma conclusão a aceitar. Investigou-se também a relação de cada uma das variáveis independentes: a Fluência a Flexibilidade e a Originalidade, com cada uma das quatro partes da lista de verificação, correspondentes às práticas docentes favoráveis à promoção da criatividade. Concluiu-se que a Originalidade actuando sozinha influência de forma negativa e estatisticamente significativa as práticas docentes favoráveis à promoção do produto criativo em sala de aula. Todos os resultados são considerados ao nível de significância de p<0.05 Como implicações dos resultados deste estudo sugere-se que quer na formação inicial de professores, quer na formação continua a flexibilidade deve ser a capacidade mais desenvolvida e treinada. O potencial efeito negativo de altos níveis de originalidade, nas práticas docentes favoráveis à promoção do produto criativo na sala de aula deve ser melhor estudado antes de se poder tirara conclusões definitivas, contudo pode-se alertar os professores com esses altos níveis de originalidade, para estarem atentos para essa possibilidade. Como estratégias mais adequadas para treinar e desenvolver a criatividade nos alunos apontam-se as que se destinam à promoção do produto criativo, pois são as que mais se associam aos professores mais criativos. Como Práticas de ensino recomenda-se : incentivar a produção de ideias, a solução de problemas, a realização de trabalhos como forma de aprendizagem. O professor deve transformar o seu ensino de forma a que "os alunos possam reflectir, levantar questões, experimentar, manipular e onde tenham possibilidades de desenvolver projectos individuais" (Oliveira, 1992, p. 192), pelo que os currículos devem contemplar mais oportunidades para a produção dos alunos. Ensaiam-se ainda algumas interpretações dos resultados e assinalam-se algumas limitações deste estudo decorrentes da constituição da amostra, da recolha de dados e dos instrumentos utilizados. Por último, sugerem-se futuras investigações com o objectivo de clarificar a influência de outras características do professor, nas suas práticas de sala de aula, favoráveis ao treino e promoção da criatividade. Sugerem-se também investigações, destinadas a conhecer melhor a realidade das escolas portuguesas, em termos da práticas favoráveis à promoção da criatividade.
Descrição: Dissertação de Mestrado em Comportamento Organizaconal
URI: http://hdl.handle.net/10400.12/508
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