Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.12/494
Título: Relação entre a qualidade da vinculação e a adaptação social na educação pré-escolar
Autor: Duarte, Maria Ilídia S. A. S.
Orientador: Veríssimo, Manuela
Data de Defesa: 2002
Editora: Instituto Superior de Psicologia Aplicada
Resumo: O presente trabalho teve como base a teoria da vinculação de Bowlby, bem como as investigações desenvolvidas por Ainsworth, as quais contribuíram significativamente para o seu enriquecimento. Procurámos verificar a existência de uma relação entre a qualidade de vinculação e a adaptação social na educação pré-escolar. Participaram neste estudo 50 díades, mãe-criança e educadora-criança, que frequentavam Jardins de Infância, da Rede Pública do Ministério da Educação, da Câmara Municipal de Almada e Particulares. Nas díades, assinalou-se uma média de idades de aproximadamente 41 meses para as crianças, de 32 anos para as mães e de 42 anos para as educadoras de infância respectivamente. As crianças tinham no mínimo frequentado o Jardim de Infância durante 3 meses, permanecendo lá entre 5 a 6 horas por dia. Foi aplicado o questionário Attachment Q-Sort, às mães e às educadoras de infância da nossa amostra, na sua versão de 90 itens, criado por Waters (1987), através do qual podemos aceder à representação materna sobre o comportamento da criança e avaliar o tipo de vinculação existente entre ambas, permitindo aceder a índices quantitativos de segurança e dependência. Foi também utilizado o questionário Adptação Psico-Social da Criança (APSE) às educadoras de infância, com a finalidade de avaliar a adaptação psicossocial de crianças em idade pré-escolar. O Attachment Behaviour Q-Sort foi aplicado, de uma forma individual, com uma duração média de 45 minutos às mães. Os 90 itens foram apresentados sob a forma de cartões, que as mães deveriam dividir, de uma forma quasi-normal, por uma escala de 9 pontos, que vai do "extremamente característico" ao "extremamente incaracterístico". O Attachment Behaviour Q-Sort/versão adaptada, foi aplicado às educadoras de infância das crianças da amostra, seguindo o mesmo procedimento. O questionário Adaptação Psico-Social da Criança, foi cedido às educadoras pedindo-lhes que respondessem em função do comportamento da criança em cada um dos 17 itens. Posteriormente foi recolhido para tratamento estatístico. Numa primeira fase, aquando do tratamento estatístico, centramo-nos nos dados referentes ao Attachment Q-Sort, procedendo-se à correlação do Q-Sort das crianças com os parâmetros de Segurança e Dependência da criança definida como ideal. De seguida, através da Análise de Clusters, e com base nas descrições das mães foram identificados três grupos: grupo 1 (seguro e independente), grupo 2 (inseguro e dependente) e grupo 3 (inseguro e independente). Posteriormente, por meio de uma Análise de Variância, verificou-se a existência de diferenças significativas p<0,05 nesses grupos nos critérios de Segurança e Dependência. De seguida, tomando-se por referência as quatro escalas de Posada e Waters (1995), verificou-se que ao nível da amostra, o critério score de segurança estava correlacionado com a escala de interacção suave com a educadora e contacto físico com a educadora. Em contrapartida, verificou-se que o critério score de dependência se encontra negativamente correlacionado com a escala de interacção suave e significativamente correlacionado com a escala de proximidade e de contacto físico. As educadoras distinguem as crianças com base apenas no critério de segurança e na escala de interacção suave, e consideram que as crianças que mais interagem com elas, são as que maior segurança têm na relação. Não foi percepcionada qualquer relação na correlação entre o número de horas que as crianças passam no Jardim de Infância e o critério score de segurança para as mães. Em relação às educadoras, encontrou-se uma correlação entre o tempo de permanência e o critério score de segurança. De seguida, analisaram-se as diferenças individuais nas escalas de adaptação social, tendo-se verificado valores mais altos para as raparigas nas escalas de agressão e isolamento. Em todas as outras, foram os rapazes a obter os valores mais elevados. IX No presente estudo não se constatou a existência de diferenças entre os três grupos ao nível da segurança e dependência nas dimensões das escalas da adaptação social, apenas algumas correlações se poderão apontar. Em relação às mães, quanto mais as crianças procuram o contacto físico com a mãe mais participativas e prosociais são. No que diz respeito às educadoras, quanto mais as crianças interagem com elas menos agressivas e menos ansiosas são, revelando-se pois, mais prosociais c habilidosas. Poderemos também referir, que quanto maior é o contacto entre a educadora e a criança, menos habilidosa se manifesta, bem como, quanto maior é a proximidade mais ansiosa e isolada esta se torna. Por fim, foi ainda correlacionado o critério score de segurança e dependência, tendo sido visível que quanto mais a educadora considera a criança segura, menos agressividade esta demonstra nas suas relações. Assim como, quanto mais a educadora a considera dependente mais ansiosa a criança se revela, bem como, menos participativa, menos habilidosa e menos afirmativa.
Descrição: Sissertação de mestrado em Psicologia Educacional
URI: http://hdl.handle.net/10400.12/494
Aparece nas colecções:PEDU - Dissertações de Mestrado

Ficheiros deste registo:
Ficheiro Descrição TamanhoFormato 
DM DUAR-M1.pdf5,44 MBAdobe PDFVer/Abrir


FacebookTwitterDeliciousLinkedInDiggGoogle BookmarksMySpace
Formato BibTex MendeleyEndnote Degois 

Todos os registos no repositório estão protegidos por leis de copyright, com todos os direitos reservados.