Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.12/492
Título: O modelo touchpoint: O nascimento da relação, em conjunto com os pais: A utilização do modelo e a sua relação com as representações maternas da parentalidade, estilos de vinculação maternos e interacção: Diferenças ou semelhanças?
Autor: Duarte, Sílvia Isabel Prazeres
Palavras-chave: Psicologia clínica
Vinculação
Instrumentos
Stress
Relação mãe-criança
Desenvolvimento infantil
Psicopatologia
Clinical psychology
Attachment behaviour
Instruments
Mother-child relations
Child development
Psychopathology
Data de Defesa: 2007
Editora: Instituto Superior de Psicologia Aplicada
Resumo: O presente estudo tem como objectivo a compreensão e aprofundamento de questões subjacentes ao modelo Touchpoint (Brazelton, anos 70), em sujeitos que frequentam consultas pediátricas. Pretende-se: 1) Analisar o estilo de vinculação parental e a sua relação com o estilo de interacção com a criança; 2) Analisar as expectativas e a percepção parental do que é ser pai, com e sem modelo TP; e 3) Estudar se existem diferenças entre o estilo de interacção estabelecido com e sem modelo TP. Os Touchpoints são um modelo do desenvolvimento infantil perspectivado em torno de momentos chave que enfatiza a prevenção através dos cuidados antecipatórios e da construção de relações de aliança entre os pais e os profissionais. É um meio de integração no sistema de cuidados em torno da criança, em conjunto com os pais. Desta forma, pretende-se compreender de que forma o conhecimento veiculado é assimilado pelos pais. Ou seja, se estes terão um melhor conhecimento dos seus filhos, nomeadamente no que se refere ao desenvolvimento. Pretende-se averiguar, ainda, as relações existentes entre as várias variáveis. Na tentativa de compreender o impacto do modelo Touchpoint na interacção entre pais e filhos, fomos levados a recorrer à Teoria da Vinculação (Bowlby, 1958), ao conceito de Representação Mental (Sandler, 1976) e à dinâmica subjacente à Gravidez e Parentalidade. Estas teorias e conceitos chamam-nos a atenção para a importância que as primeiras relações entre mãe e filho têm no desenvolvimento futuro deste. Desta forma, o trabalho tenta responder a questões como: Existirão diferenças nos estilos de vinculação entre os dois grupos (com e sem modelo TP)? Existirão diferenças no tipo de interacção estabelecida entre os dois grupos (com e sem modelo TP)? Existirão diferenças no tipo de representação da parentalidade? Existirão diferenças na interacção quando relacionada com o estilo de vinculação parental? Foi estudada uma amostra de 56 díades, 28 seguidas em consultas pediátricas onde era utilizado o modelo Touchpoint e 28 seguidas em consultas pediátricas sem o modelo Touchpoint. As crianças tinham idades compreendidas entre os 10 dias e os 7 anos, com predomínio de crianças com 2 anos. Para além da observação da interacção na consulta de pediatria, apoiada na escala de observação The Massie-Campbell scale of mother-infant attachment indicators during stress (AIDS Scale, Massie, H., & Campbell, B., 1983), recorremos a dois questionários: o What being the parent of a baby is like (WBPP, Pridham, K.K, 1985) e o Attachment style questionnaire" (ASQ, Feeney, J.A, & Noller, P., 1989). Os questionários foram analisados por sub-escalas e a escala de observação foi analisada em dois eixos : qualitativamente, tendo em consideração os dados obtidos na observação directa e quantitativamente, nos diferentes itens que a constituem (holding, olhar, vocalização, toque, afecto, proximidade). Todos os instrumentos foram sujeitos a análise estatística, recorrendo-se ao teste não paramétrico Kruskal-Wallis e ao Coeficiente de Pearson. Os resultados obtidos não corroboram as hipóteses inicialmente colocadas, ou seja, o modelo Touchpoint parece não ter influência no estilo de vinculação, na representação da parentaidade e no tipo de interacão estabelecida nas díades. Contudo, foram encontradas algumas diferenças estatísticamente significativas, nomeadamente em algumas sub-escalas do estilo de vinculação e em alguns itens do tipo de interacção. Estes resultados vão ao encontro do que a literatura tem referido acerca da relação existente entre o tipo de vinculação materno e o modo como as suas próprias vivências afectam o estabelecimento da relação com o filho. Constatou-se que a existência de suporte social próximo assim como uma adequada representação da parentalidade e do filho são factores que influenciam positivamente o relacionamento com os filhos e aumentam o sentimento de confiança em si. As mulheres mães pela primeira vez reveleram mais sentimentos de insegurança e dúvida relativamente aos cuidados com o filho. O estabelecimento de uma relação de confiança com o pediatra e o sentimento de segurança sentido pelos pais, são igualmente factores importantes na promoção do desenvolvimento afectivo, emocional e social da criança (e factor de redução de angústias e ansiedades dos pais). O modelo Touchpoint afigura-se como um modelo de referência, no sentido em que apela ao conhecimento do desenvolvimento infantil, ao respeito pelas diferenças de cada família, ao trabalho com os pais, fortalecendo os seus "conhecimentos" e ao trabalho alargado em equipa multidisciplinar, mas que cada profissional deve adaptar ao seu próprio "estilo". Ou seja, é um modelo para ser pensado e interiorizado, para ser partilhado e adoptado como uma filosofia que se segue, adaptado ao contexto em que a família aparece.
Descrição: Dissertação de mestrado em Psicopatologia e Psicologia Clínica
URI: http://hdl.handle.net/10400.12/492
Aparece nas colecções:PCLI - Dissertações de Mestrado

Ficheiros deste registo:
Ficheiro Descrição TamanhoFormato 
DM DUAR-S1.pdf14,11 MBAdobe PDFVer/Abrir


FacebookTwitterDeliciousLinkedInDiggGoogle BookmarksMySpace
Formato BibTex MendeleyEndnote Degois 

Todos os registos no repositório estão protegidos por leis de copyright, com todos os direitos reservados.