Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.12/488
Título: O(s) eu(s) outro(s), ... de quem a quem ... a quem de quem ... do eu - outro ao outro eu: Estudo das características e das funções da identificação projectiva em pré-adolescentes e em adolescentes no e pelo Rorschach
Autor: Dias, Maria Paula Benevides
Orientador: Marques, Maria Emília
Palavras-chave: Psicologia clínica
Técnicas projectivas
Identificação projectiva
Teste de Rorschach
Adolescentes
Desenvolvimento
Psicanálise
Clinical psychology
Rorschach test
Projective techniques
Adolescents
Development
Psychanalysis
Data de Defesa: 2005
Editora: Instituto Superior de Psicologia Aplicada
Resumo: Este trabalho esboçou-se a partir da curiosidade e vontade de aprofundar o conceito de identificação projectiva. Explorar as suas diferentes e diversas conceptualizações e perceber como e de forma um sujeito utiliza a identificação projectiva, sabendo a priori que este mecanismo apresenta um carácter patológico e um carácter empático, podendo-se contudo inter-cruzar entre si, pelo especificar das combinações que assentam nas noções de relação Eu <-> Outro, Continente <-> Conteúdo, 3° Intersubjectivo, Eu/Terceiro/Outro, O nosso objectivo, neste trabalho, inscreveu-se no estudo das características e funções da identificação projectiva em pré-adolescentes e em adolescentes no e pelo Rorschach. Foi portanto uma tentativa de aproximação ao conhecimento, a partir da inter-relação entre identificação projectiva, processo adolescente entendido como processo de re-significação e re-simbolização, processo de transformação de um Corpo, de um Outro, e Rorschach enquanto situação projectiva, enquanto processo-resposta Rorschach. A partir deste continente partimos à busca de conteúdos e contextos nos quais fossem visíveis o uso da identificação projectiva, quer nos pré-adolescentes quer nos adolescentes, o para quê do seu uso, como e quando, questão que se assemelha a uma outra e que pode e é inscrita neste trabalho, pelo envio à sua aplicabilidade à dúvida e ao esclarecimento que o saber de e com um Outro pode trazer à questão: como e de que são feitas as possibilidades de crescimento, evolução, adaptação de um sujeito. A forma de proceder a este estudo obedeceu à transposição de três definições de identificação projectiva, que de certa forma acompanharam todo este trabalho - e que encontraram significação nos pressupostos, já mencionados, os quais surgem do Método Rorschach -, a partir de um entre: entre a noção de identificação projectiva que se inscreve na situação intersubjectiva e no processo - resposta Rorschach, a partir das noções de ligação e relação. Desta forma, os sujeitos pré-adolesecentes e adolescentes foram estudados a partir do uso que fazem do mecanismo de identificação projectiva, na dimensão - corpo e na dimensão -outro. Dos resultados de uma discussão sobre a análise e interpretação de 4 protocolos Rorschach, salientamos um uso de identificação projectiva ora excessivo ora empático, quer quando os sujeitos se aproximam de uma intersubjectividade, na qual a troca entre receptores e projectores assume a própria característica de identificação projectiva que a distingue e a descreve como mecanismo: a fusão e o envolvimento, sem que o caminho para a significação e a simbolização seja encontrado. Um Corpo é - o numa identidade em construção nos pré-adolescentes e uma subjectividade a assegurar e manter num entre, limite, passado e futuro, nos adolescentes. Um Outro é-o como continente, na pré-adolescência, e entre o feminino e o masculino, a especificar no tempo no segundo, a co-ordenar na primeira com vista ao futuro. É - o como continente, no adolescente, a significar de uma identidade subjectiva ainda na não contenção de um corpo genitalizado, na adolescente, a significar uma identidade subjectiva que assuma na identificação sexual, uma relação com um Outro diferente. E, nesta adolescente, a (em) plena transformação desse mesmo Outro, também visível pela possibilidade e ainda no uso da identificação projectiva, na construção da função de contenção que sustente precisamente a fusão e o envolvimento de uma relação intersubjectiva, de uma intersubjectividade, no uso da identificação projectiva como deslocamento (de uma tridimensionalidade psíquica na empatia, na relação Eu <-> Outro). Pensamos que a identificação projectiva poderá, pelo e no Rorschach, esboçar as características quer do continente, quer do conteúdo, quer de um novo objecto criado (eu/terceiro/outro) a partir da reflexão e captação dos seus momentos e movimentos. Dos momentos e movimentos pelos quais um adolescente atravessa num caminho entre O(s) Eu (s), presente, e O (s) Outros passado e futuro, pela dispersão, De Quem a Quem, à integração, a Quem de Quem, Do Eu/Outro , numa espécie de invisibilidade, sendo e não sendo Outro, até a um Outro Eu, na recriação de si, recriação de um Outro, recriação da relação Eu <-> Outro.
Descrição: Dissertação de Mestrado em Psicologia Clínica e Psicopatologia
URI: http://hdl.handle.net/10400.12/488
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