Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.12/476
Título: Identidade e as vicissitudes no percurso migratório
Autor: Cunha, Madalena Soares da
Palavras-chave: Psicologia clínica
Identidade
Migrações
Histórias de vida
Narrativas
Técnicas projectivas
Cultura
Psicanálise
Clinical psychology
Identity
Migration
Narratives
Projective techniques
Culture
Psychoanalysis
Data de Defesa: 2007
Editora: Instituto Superior de Psicologia Aplicada
Resumo: Este estudo aborda as alterações identitárias dos imigrantes ao longo do percurso migratório. O método, baseado nas "Narrativas da História de Vida", imprime um carácter exploratório ao estudo e visa despistar os invariantes promotores da saúde mental e os factores que favorecem a integração na sociedade receptora, mediados pelos stressores da migração. A escolha dos participantes considerou a heterogenia das características individuais dos imigrantes, os diferentes tipos e momentos do percurso migratório e incluiu também, os grupos mais representados desta população em Portugal. Os imigrantes participaram voluntariamente no estudo, tendo sido anteriormente informados do tema e dos procedimentos que iriam ser usados, entre eles, a gravação das entrevistas. A recolha das experiências migratórias foi organizada em duas entrevistas, cada uma com a duração de aproximadamente uma hora. Na primeira, a técnica utilizada foi a entrevista livre e aberta, de modo a permitir o relato espontâneo das vivências migratórias. A técnica utilizada na segunda entrevista, foi a entrevista semi-estruturada ou de guião, para esclarecer alguns pontos abordados na primeira entrevista ou suscitar viviências que os imigrantes omitiram na primeira entrevista. Com o objectivo de corroborar os dados obtidos nas entrevistas, foram aplicadas duas pranchas do TAT (2 e 3RH), no fim da primeira entrevista, cujo conteúdo latente remete os participantes para o modo como elaboram a posição depressiva e a sua acessibilidade à alteridade. A saúde mental do imigrante e a sua integração no país receptor envolve uma reorganização e uma reestruturação na identidade, dependente da capacidade de mudança psíquica específica ao percurso migratório. O contacto com a nova sociedade desencadeia habitualmente no imigrante um choque cultural e conduz muitos imigrantes a um processo que Akhtar S. (1995) denominou a terceira individuação. Mas, nem sempre assim acontece, a emergência de estados psicopatológicos latentes e os agentes de stress que o movimento migratório desencadeia, podem atingir vários níveis e têm consequências complexas na saúde mental. Os seus efeitos, quando cumulativos, ao ultrapassarem a capacidade adaptativa do Ego, provocam sintomas de stress, níveis clínicos de ansiedade e depressão, estados de descompensação psíquica, Síndroma de Stress Pós-traumático (Posttraumatic Stress Disorder - PTSD), que se associam ou não, a acontecimentos traumáticos. Estes estados psicopatológicos configuram-se em imigrantes e correspondem à forma psicopatológica que o psiquiatra Dr. Joseba Atxótegui (2004) denominou Síndroma de Ulisses. A experiência migratória inclui um período transitório de desorganização psíquica que necessita de uma integração gradual dos sentimentos de perda, acrescida de um trabalho de luto que incide também, nas identificações secundárias do imigrante. A acessibilidade à alteridade, essencial ao processo de individuação, é mediada pela capacidade de mudança psíquica e conduz a uma integração do imigrante na sociedade receptora nos seus múltiplos aspectos.
Descrição: Dissertação de mestrado em Psicopsicopatologia e Psicologia Clinica
URI: http://hdl.handle.net/10400.12/476
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