Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.12/437
Título: O que os portugueses pensam dos espanhóis: Abordagem etnometodológica
Autor: Coimbra, Maria da Luz Dias
Orientador: Pires, Jorge Adelino da Cunha Ribeiro
Palavras-chave: Psicologia organizacional
Comportamento organizacional
Etnometodologia
Representações sociais
Portugueses
Espanhóis
Atitudes
Organizations psychology
Organizational behaviour
Ethnomethodology
Social representations
Portuguese peoples
Spanish people
Attitudes
Data de Defesa: 2001
Editora: Instituto Superior de Psicologia Aplicada
Resumo: Apresenta esta Dissertação o estudo que recaiu sobre o que pensam os portugueses quando o tema são os espanhóis. O método utilizado para responder ao problema proposto, consistiu na utilização de uma abordagem etnometodológica. "A realidade dos factos sociais é abordada (pela etnometodologia) como uma contínua realização de actividades combinadas da vida de todos os dias. As actividades sociais, a linguagem quotidiana, enquanto interacções, constituem os factos sociais, que não existem independentemente das práticas que os constituem" (Garfínkel, 1994). Para a comparação deste estudo com o estudo nacional "A Espanha vista de Portugal" (O.G.Pereira et al., 1997), foi feita uma aproximação às representações sociais enquanto "conjunto de conhecimentos, crenças e opiniões partilhadas por um dado grupo em presença de um dado objecto social" (Moscovici, 1986), e em particular à Teoria do Núcleo Central formulada por Claude Abric (1976,1984). Para análise dos dados das representações sociais utilizámos o conceito de Análise de Similitude (Flament, 1986) e a operacionalização de Vergès (1992,1994). A amostra probabilistica foi de 41 sujeitos e as regiões intervenientes foram a grande Lisboa e a zona fronteiriça de Vilar Formoso. Na abordagem escolhida para o objecto em estudo, foi pedido aos indivíduos que relatassem histórias cujos protagonistas fossem espanhóis. Tendo-se criado um relato único, fruto dos vários relatos obtidos, onde os resultados indicaram que da época de Franco se perpétua a lembrança da Guerra Civil, Nacionalismo e a violência a ele associada. Que nos nossos dias se mantém a ideia de criminalidade e violência, mas também é construída uma imagem de desenvolvimento, elogiado o domínio cultural, referida a contagiante alegria do povo espanhol, bem como sentimentos de amizade e religiosidade que sempre acompanham este povo. Quanto às representações sociais, obtidas pelo tratamento das histórias com a mesma metodologia do estudo nacional sobre "O que os portugueses pensam dos espanhóis", os resultados mostraram que na sua componente mais estável e duradoura a representação assenta em espanhola, discoteca e Guarda Civil, associando as noções de Madrid, musica, pesetas, fuga e simpatia, na componente mais relacionada com o contexto imediato e quotidiano dos sujeitos. A categoria que engloba maior número de termos é aspectos sócio-politicos, seguida de traços negativos. A comparação dos dois estudos, sugere uma proximidade semântica no caso das representações sociais e uma dimensão histórica, contextualizada no relato etnometodológico.
Descrição: Dissertação de mestrado em Comportamento Organizacional
URI: http://hdl.handle.net/10400.12/437
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