Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.12/431
Título: Práticas educativas parentais e comportamento social da criança
Autor: Chitas, Valentina Correia
Orientador: Santos, António José
Palavras-chave: Psicologia educacional
Comportamento social
Práticas parentais
Família
Amizade
Educational psychology
Social development
Parental practices
Family
Self-esteem
Self-concept
Instruments
Peers
Social reputation
Sociometry
Freendships
Data de Defesa: 1998
Editora: Instituto Superior de Psicologia Aplicada
Resumo: Os pais diferem na forma como estruturam as sua práticas educativas e estas diferenças estão relacionadas com diferenças estáveis no desenvolvimento da personalidade da criança. Duas dimensões, Parenting Demandigness e Parenting Responseveness (Baumerind, 1971; Maccoby & Martin, 1983), a primeira relacionada com a gestão da disciplina, do controle, da exigência de maturidade, e a segunda com a gestão do afecto e nível de envolvimento, têm sido utilizadas na constelação dessas diferenças. Estas dimensões, no seu cruzamento ortogonal, deram origem a quatro estilos parentais: Authoritarian, Indulgent/Permissive e Negletfull (Baumerind,1971; Maccoby, 1983). Com base na tipologia de estilos parentais proposta por Baumerind (1971) e revista por Maccoby (1983), este estudo tem como principal objectivo, analisar de que forma as práticas educativas parentais estão relacionadas com a percepção que as crianças têm das suas competências, a sua auto-estima e a sua integração no grupo de pares, através da avaliação do estatuto sociométrico e da reputação social da criança. O estudo incidiu sobre uma amostra de 43 famílias cujas crianças frequentam o primeiro ciclo do ensino básico da Escola Básica Integrada do CEBI - Fundação para o Desenvolvimento Comunitário de Alverca. Para a caracterização das práticas educativas parentais foi utilizada uma tradução do California Child Rearing Practice (Block, J. H., 1985). Na avaliação da percepção que a criança tem das sua competências e auto-estima, utilizou-se uma tradução da Perceived Competence Scale for Children (Harter, 1983). O estatuto social da criança no grupo de pares foi avaliado de acordo com o modelo de Coie e Dodge (1982). No que diz respeito à avaliação da reputação social da criança, foi utilizado o questionário construído por Strayer et al., segundo o método clássico de nominação de pares. Este questionário é constituído por oito índices relativos ao comportamento escolar e social da criança. Na caracterização das práticas educativas parentais foi considerada, sempre que possível a informação da mãe e do pai no sentido de avaliar a existência de concordância nos estilos parentais, bem como de perceber de que forma é que um mesmo estilo parental pode produzir diferentes efeitos, segundo este seja protagonizado pelo pai ou pela mãe. Foram identificados, tanto para a mãe como para o pai, três estilos de práticas educativas parentais, respectivamente: Democrático, Autoritário e Permissivo, e Democrático, Autoritário e Desligado/Conflituoso. Apesar de não se terem verificado diferenças significativas nos resultados obtidos pelas crianças nas diferentes medidas, em função do estilo de práticas educativas da mãe e do pai, os dados deste estudo apontam para algumas conclusões convergentes com os resultados descritos em diferentes estudos presentes na literatura sobre práticas educativas parentais, nomeadamente: vantagens associadas ao estilo Democrático, sendo estas vantagens mais pronunciadas quando o estilo Democrático é protagonizado pelo pai. As crianças deste grupo, apresentam uma auto-estima mais elevada e uma avaliação mais positiva das suas competências cognitivas e físicas (estas últimas, apenas quando o estilo Democrático é protagonizado pelo pai). Revelam-se, igualmente, como as crianças mais populares e com uma reputação social mais positiva, tanto na área académica como social, sobretudo quando o estilo Democrático é protagonizado pelo pai. Desvantagens associadas ao estilo Permissivo (mãe) e Distante/Conflituoso (pai). Estas crianças são aquelas que apresentam uma auto-estima mais baixa e uma avaliação mais baixa das suas competências cognitivas e físicas (as últimas apenas para o estilo Distante/Conflituoso do pai). Revelam, igualmente, uma reputação social mais negativa, sobretudo na área académica. As crianças cujas mães ou pais foram identificadas como Autoritários encontram-se numa posição mediana, relativamente à avaliação que fazem das suas competências e auto-estima. No que diz respeito à sua reputação social são, sobretudo, crianças consideradas como mais agressivas, pouco cooperantes, com uma boa capacidade de liderança, apresentando resultados relativamente bons na área académica. Finalmente, foram encontradas correlações significativas entre a forma como a criança é avaliada pelos seus pares (reputação social) e a forma como ela avalia as sua competências e auto-estima. Quanto mais positivamente a criança é avaliada pelos seus pares relativamente aos diferentes domínios de competências, melhor ela se avalia e mais elevada é a sua auto-estima. Quanto mais negativamente a criança é avaliada pelos seus pares, pior ela se auto-avalia e mais baixa é a sua auto-estima.
Descrição: Dissertação de mestrado Psicologia educacional
URI: http://hdl.handle.net/10400.12/431
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