Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.12/4087
Título: Cardiopatia congénita – uma patologia da relação? Implicações psicológicas da doença ao nível da relação primária e construção da identidade
Autor: Chipper, Filipa De Oliveira Tomaz
Orientador: Germano, Helena Maria de Jesus
Palavras-chave: criança
cardiopatia congénita
attachment
bonding
identidade e psicossomática
child
congenital cardiopathy
attachment
bonding
identity and psychosomatics
Data de Defesa: 2009
Resumo: Nós temos dois tipos diferentes de nascimento/formação: a germinação física no útero da mãe; a germinação psicológica no “útero mental” do objecto de relação, segundo Coimbra de Matos (2003). Attachment e bonding estão consequentemente correlacionados de uma forma positiva e reforçam-se um ao outro, sendo a força do bonding (mãe-bébé) a determinar a força do attachment (bébé-mãe) e este também aquele que desperta o attachment. Coloca-se então a seguinte questão: Como é que este feto cresceu no “útero mental” materno e como é que este foi imaginado, construido e pensado? O objectivo principal deste estudo é o levantar de questões e a construção da história de vida, de um ponto de vista relacional, da criança com cardiopatia congénita. Desde o momento de concepção, seguido do diagnóstico, respectivo tratamento médico, prognóstico e retorno a um mundo relacional. Tendo em conta que o coração é o orgão humano que carrega maior conotação emocional, relacional, espiritual, social e cultural, nós tentamos perceber tendo em consideração a teoria psicosomática, e as teorias de attachment e bonding, as implicações psicológicas da doença na relacao mãe-bébé, na expressão de afectividade e na construção da identidade. Tentámos também confirmar se esta patologia pode ser explicada através da teoria psicossomática e tentou-se reforçar a importância da vida no útero e da psicologia do feto. De forma a alcançar estes objectivos conduzimos um estudo de dois casos, ambos de cardiopatia congénita, um assintomático (Ana, 5 anos de idade) e outro sintomático, com necessidade de transplante cardíaco (João, 9 anos de idade). Os instrumentos de investigação utilizados foram o desenho livre, a prova projectiva de Rorschach e a entrevista clínica. Em ambos os casos verificou-se uma falência na relação mãe-feto/mãe-bébé imaginário. Ambas as mães assumem comportamentos de risco durante a gravidez (fumar e consumo excessivo de álcool). Denota-se também um abandono fisíco numa das díades, o que confirma uma falha inicial na primeira relação (bonding) e na outra díade parece existir uma falta de disponibilidade mental para pensar sobre a criança e lhe oferecer o contentamento emocional necessário (“abandono psicológico”).
ABSTRACT: We have two different types and times of birth/formation: the physical germination, in the mother’s uterus; the mental germination, in “the mental uterus” of the object of relation, according to Coimbra de Matos (2003). Attachment and bonding are for this reason positively correlated and reinforce each other, being the force of bonding (mother-baby) to determine the force of attachment (baby-mother), being the bonding the one that triggers the attachment. We following question is then raised: How has this foetus grown in the mother’s “mental uterus”, how has he/she been imagined, built and rethought? The main aim of the present study was to raise questions and build the life history, from a relational point of view, of the child with congenital cardiopathy: From the moment of conception, followed by diagnosis, respective medical treatments, prognosis and return to a relational world. Being the heart the human organ with more emotional connotation, relational, spiritual, socially and culturally, we tried to understand, taking in consideration the psychosomatic theory, attachment and bonding theories, the psychological implications of this disease in the mother-baby relationship, on the expression of affectivity and the construction of identity. We have also tried to confirm if this pathology can be explained by the psychosomatic theory, whilst reinforcing the importance of the in-uterus life and the foetus psychology. For this aim we carried out the study of two case studies of congenital cardiopathy, one asymptomatic (Ana, 5 years old) and other symptomatic, with need for a cardiac transplant (João, 9 years old). The research instruments used were the free drawing, the projective test of Rorschach and the clinical interview. In both cases we verified a failure in the mother-foetus relation/mother-imaginary baby relation. Both mothers assume risky behaviours during pregnancy (smoking and alcohol abuse). There is a physical abandonment in one of the pairs, confirming an initial failure of the relation (bonding) and in the other pair there seems to exist a mental unavailability to think the child and to offer him the necessary emotional containment (“psychological abandonment”).
Descrição: Dissertação de Mestrado apresentada ao Ispa - Instituto Universitário
URI: http://hdl.handle.net/10400.12/4087
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