Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.12/4056
Título: A contribuição de um treino metacognitivo para o desenvolvimento do conhecimento metacognitivo com crianças do 1º ano do 1º Ciclo
Autor: Temudo, Maria Itália Bernardino
Orientador: Fidalgo, Zilda
Data de Defesa: 2009
Resumo: A Metacognição não só implica a concretização de uma actividade cognitiva mas também todo o conhecimento e reflexão que envolve todo o processo cognitivo. Definida por Flavell (1978) como “o conhecimento sobre o nosso pensamento”, a metacognição bem cedo se evidencia nas crianças quando estas tomam consciência do seu pensamento bem como do dos outros (teoria da mente), sendo crucial nesta área de desenvolvimento o controle das suas próprias acções. As competências metacognitivas podem ser desenvolvidas através do encorajamento das crianças em avaliar o porquê de terem realizado uma determinada tarefa da forma como o fizeram e não de outra maneira, ou pela participação em formatos sociais de diálogo que realcem a auto-reflexão, uma actividade inicialmente social e que se torna de forma gradual numa actividade individual segundo Vygotsky. No entanto, é sabido que nem todas as crianças atingem o desejado nível de desenvolvimento metacognitivo necessário para se tornar um indíviduo autónomo no que se refere às aprendizagens, quando o scaffolding (ou apoio/ ajuda do adulto) diminui. Este nosso estudo tem como principal objectivo a implementação de um treino metacognitivo em crianças do 1º ano de escolaridade de um meio sócio-económico desfavorecido. Participaram neste estudo 18 crianças, todas com seis anos de idade na altura da aplicação do treino metacognitivo. Das 18 crianças 8 fizeram parte do Grupo Experimental e 10 fizeram parte do Grupo de Controle. Os efeitos do treino metacognitivo em crianças do 1º Ciclo foram enfatizados por vários autores, nomeadamente Mevarech (1999). De acordo com os objectivos do estudo e com o intuito de verificar a sustentabilidade dos mesmos, foi utilizado o Questionário de Conhecimento Metacognitivo, para avaliar o Conhecimento Metacognitivo; as Matrizes de Raven, para avaliar o desenvolvimento Cognitivo; e dois subtestes de linguagem, para avaliar o desenvolvimento da linguagem. Para verificar os efeitos do treino metacognitivo (5 semanas), comparámos as médias dos dois grupos obtidas nos pós-testes, quer para a totalidade do teste, quer para cada uma das variáveis e domínios. Recorrendo ao T Paired Teste para analisarmos os valores obtidos da aplicação do Questionário de Conhecimento Metacognitivo verificámos que embora o Grupo Experimental tenha aumentado os seus scores em todas as variáveis e domínios da primeira medição para a segunda medição atingindo resultados de p<.05, o mesmo não aconteceu com o Grupo de Controle. Assim, os nossos resultados mostraram que no pós-teste de Conhecimento Metacognitivo encontramos diferenças significativas entre o grupo Experimental e o de Controle nas variáveis Tarefa e Estratégia Cognitiva, e ainda no domínio da Comunicação Auditor. Na totalidade do teste não se verificam diferenças estatisticamente significativas, mas uma tendência para a obtenção de resultados superiores no grupo experimental (p = .063). Quer o grupo de controle quer o grupo experimental subiram significativamente os scores totais de conhecimento metacognitivo da 1ª para a 2ª avaliação. Contudo, o grupo experimental subiu em todas as áreas e domínios. Os dados obtidos deste estudo apontam algumas conclusões convergentes com os resultados descritos em diferentes estudos presentes na literatura sobre a aplicação do treino metacognitivo.
URI: http://hdl.handle.net/10400.12/4056
Designação: Mestrado de Psicologia
Aparece nas colecções:PEDU - Dissertações de Mestrado

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