Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.12/403
Título: O modelo informação-motivação-aptidões comportamentais: Estudo dos determinantes dos comportamentos preventivos na transmissão do VIH em jovens adultos
Autor: Carvalho, Marina A. D
Orientador: Babtista, Américo
Palavras-chave: Psicologia da saúde
SIDA
VIH
Modelos
Prevenção
Motivação
Informação
Comportamento sexual
Health psychology
AIDS
HIV
Models
Prevention
Motivation
Information
Sexual behaviour
Data de Defesa: 1999
Editora: Instituto Superior de Psicologia Aplicada
Resumo: Esta investigação teve como objectivo o estudo dos determinantes dos comportamentos preventivos associados à transmissão do Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH), através do teste empírico do Modelo Informação-Motivação-Aptidões Comportamentais (Fisher & Fisher, 1992), o qual postula que a informação relativa à prevenção da SIDA, a motivação para desempenhar comportamentos preventivos e as aptidões comportamentais para o desempenho desses comportamentos são preditores dos comportamentos preventivos ao nível da transmissão do vírus. Participaram neste estudo 412 jovens adultos, 80 do sexo masculino e 332 do sexo feminino, com uma média de idades de 24.6 anos (DP = 4.6 anos), os quais frequentavam os vários anos do curso de Psicologia numa universidade de Lisboa. Após o seu consentimento informado, todos os participantes preencheram um protocolo de investigação constituído por uma folha de dados demográficos, por um questionário para avaliar a informação relativa à prevenção da SIDA, a motivação para desempenhar comportamentos preventivos, as aptidões comportamentais e os comportamentos preventivos relacionados com a transmissão da doença (Misovich, Fisher & Fisher, 1998) e por uma escala para avaliar a desejabilidade social (Ballard, 1992). Foram excluídos do estudo 62 estudantes, a maior parte devido a nunca terem tido qualquer relação sexual. Não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas entre os participantes da amostra inicial e os participantes incluídos relativamente às características demográficas da, amostra. O estudo das características psicométricas do questionário construído com base no modelo revelou valores de consistência interna, dados pelo α de Cronbach, entre 0.74 (Percepção de Dificuldade) e 0.98 (Uso de Preservativos). viu A análise multivariada da variância (MANOVA) efectuada com o objectivo de determinar a existência de diferenças nas variáveis em estudo em função do sexo e dos níveis de desejabilidade social (alta versus baixa) revelou um efeito multivariado significativo para a desejabilidade social λ Wilks = 0.913;F(13; 286) = 2.101; p= 0.014) mas não para o sexo (λ Wilks - 0.978; F(13; 286) = 0.495; p = 0.927) nem para a interacção entre a desejabilidade social e o sexo (λ Wilks = 0.951; F(13; 286) = 1.132; p = 0.332). Os resultados obtidos mostraram ainda a não existência de diferenças de género no que se refere à informação relativa à prevenção da doença, à motivação para desempenhar comportamentos preventivos, às aptidões comportamentais, aos comportamentos preventivos da transmissão da SIDA e à desejabilidade social (λ Wilks = 0.973; F(14; 335) = 0.655; p = 0.817). O estudo das associações entre a informação, a motivação, as aptidões comportamentais e os comportamentos preventivos de acordo com o sexo, mostrou, no caso dos participantes do sexo masculino, a existência de correlações positivas e estatisticamente significativas entre a motivação para desempenhar comportamentos preventivos e as aptidões comportamentais (r = 0.34) e entre a motivação e os comportamentos preventivos (r = 0.53), ambas significativas para p < 0.01. No caso dos participantes do sexo feminino, foram obtidas correlações também positivas e estatisticamente significativas entre a informação e as aptidões comportamentais (r = 0.19), entre a motivação e as aptidões comportamentais (r = 0.20) e entre estas e os comportamentos preventivos (r = 0.21), todas significativas para p < 0.01. A análise discriminante multivariada efectuada com o objectivo de analisar as variáveis que melhor discriminavam os participantes que não usavam preservativos, os participantes que os utilizavam esporadicamente e os que os utilizavam consistentemente revelou a existência de duas funções estatisticamente significativas (para a primeira função, λ Wilks = 0.388; χ² (8) = 273.923; p = 0.000 e, para a segunda função, λ Wilks = 0.954; χ² (3) = 12.244; p = 0.007), mostrando que os não utilizadores de preservativos se discriminavam dos utilizadores esporádicos e dos utilizadores consistentes relativamente ao acesso aos preservativos, às intenções comportamentais, às conversas sobre sexo seguro, às normas subjectivas e às atitudes acerca dos actos de prevenção. Os utilizadores esporádicos de preservativos discriminaram-se dos não utilizadores e dos utilizadores consistentes no que se refere à percepção de eficácia e de dificuldade, O teste do modelo Informação-Motivação-Aptidões Comportamentais em amostras separadas de homens (N = 67) e mulheres sexualmente activos (N = 235) revelou valores de χ² = 11-26; gl = 7; p = 0.128. O RMSEA foi de 0.06 (p = 0.129), com um intervalo de confiança de 0 a 90%, o GFI foi de 0.99 o NNFI foi de 0.86, o CFI foi de 0.92 e o RH foi de 0.76, todos revelando que os dados se ajustavam adequadamente ao modelo. Concluímos apresentando as implicações dos resultados encontrados para investigações futuras e para o desenvolvimento de estratégias de educação e prevenção na área dos determinantes psicológicos dos comportamentos preventivos na transmissão do VIH.
Descrição: Dissertação de mestrado em Psicologia da Saúde
URI: http://hdl.handle.net/10400.12/403
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