Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.12/3971
Título: Criatividade, equação simbólica e objecto transicional na obra de Munch
Autor: Martins, Ivone Santos
Orientador: Carreiras, Maria Antónia Trigueiros de Castro
Palavras-chave: Criatividade
Equação simbólica
Objecto transicional
Creativity
Symbolic equation
Transicional object
Data de Defesa: 2015
Resumo: Analisámos a relação que Munch estabeleceu com as suas obras que representavam a mãe e a irmã, através das teorizações do luto patológico, na acepção de Bowlby, e da simbolização, hipotetizando que aquela relação poderá ser integrada no conceito de equação simbólica desenvolvida por Segal, podendo aquelas obras ser demonstrativas de uma regressão para a posição esquizo-paranóide, dado que a separação dos objectos, a ambivalência, a culpa e a perda não puderem ser toleradas. Também a identificação projectiva, utilizada como defesa contra a ansiedade, foi restaurada, tendo levado a que os símbolos já formados, e que desempenhavam apenas a função de símbolo, tenham revertido para equações simbólicas, negando assim a falta do objecto ideal. Hipotetizámos ainda, que na sequência de uma retirada esquizóide, na relação que Munch estabeleceu com os seus quadros, ao invés de com pessoas, terá encontrado forma de se proteger das relações com o mundo exterior que considerava ameaçantes, defendendo-se deste isolamento criando relações com as suas obras, que poderiam ser enquadradas no conceito de objecto transicional de Winnicott. Concluímos que Munch, pese embora todas as perdas de objectos significantes que sofreu, o luto patológico que toda a vida o acompanhou, os insucessos amorosos, e as dificuldades nas relações com o outro, conseguiu manter um certo grau de homeostasia psíquica, através da sua arte, tendo a criatividade e as obras que Munch criou, fortemente expressivas do seu sofrimento, contribuindo grandemente para evitar a total desintegração do seu aparelho psíquico
ABSTRACT: We analysed the relation that Munch established with his works of art representing his mother and sister, in according with the theories of pathological mourning following Bowlby, and of symbolization, hypothesizing that the said relation could be understood by the concept of symbolic equation following Segal. Those works of art could represent a regression to the paranoid-schizoid position once the separation of the objects, the ambivalence, the guilt and the loss could not be tolerated. Also, the projective identification used as a defense against anxiety was restorted, leading the symbols already formed and used as symbols to revert to symbolic equations, denying consequently the lack of the ideal object. We hypothesised too, as a result of a schizo retreat Munch established relationships with his paintings, instead of people, finding this way a form of projection against the relationships with the world that he considered threating. At the same time he defended himself against isolation establishing object relations with his paintings, which in accordance with Winnicot theory could be seen as transitional object. We concluded that Munch in spite of all the losses of significant objects he experienced, the pathological mourning that follow him through his life, the unhappy relationships with women, and the difficulties in relating with others, was able to keep a certain degree od psychic homeostasis through his art. In our opinion his creativity and his works of art, that are strongly representative of his grief, have definitively contributed to avoid his total psychic disintegration.
Descrição: Dissertação de Mestrado apresentada ao ISPA - Instituto Universitário
URI: http://hdl.handle.net/10400.12/3971
Designação: Mestrado em Psicologia Clínica
Aparece nas colecções:PCLI - Dissertações de Mestrado

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