Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.12/395
Título: Trabalho de equipa em educação especial: Das equipas de educação especial aos professores dos apoios educativos/ equipas de coordenação: Modelos, dinâmicas de intervenção e satisfação no trabalho
Autor: Carrega, Maria de Fátima de Lima B. Teixeira dos Santos
Orientador: Ramalho, Glória
Palavras-chave: Psicologia educacional
Professores
Educação especial
Ensino
Satisfação no trabalho
Educational psychology
Teachers
Special education
Teaching
Job satisfaction
Data de Defesa: 2003
Editora: Instituto Superior de Psicologia Aplicada
Resumo: Este estudo pretende perspectivar a evolução das respostas multidisciplinares de apoio à educação dos alunos com Necessidades Educativas Especiais, olhando o percurso da Educação Especial, analisando as tendências actuais: paradigmas, conceitos, metodologias, documentos legais, especificando o trabalho em equipa. Foi traçada a trajectória das equipas de educação especial aos professores dos apoios educativos/equipas de coordenação, assinalando as alterações do enquadramento legislativo introduzidas. Foram abordadas as novas praxis e dimensões axiológicas inerentes à "cultura" de uma escola inclusiva, como espaço de socialização em que se ultrapassam os reducionismos disciplinares no sentido da expressão de uma cultura de equipa, "cultura de colaboração", de multiprofissionalismo e concomitante satisfação no trabalho. O presente trabalho é constituído por dois estudos distintos com características simultaneamente de estudo descritivo e comparativo tendo-se realizado cm duas fases. Assim, num 1o estudo (1997) procedeu-se a um levantamento a nível da caracterização das equipas de educação especial da grande Lisboa, agrupando-as posteriormente em dois tipos : equipas constituídas só por professores (equipas uniprofissionais) e equipas que incluem a colaboração de diferentes profissionais (equipas multiprofissionais) relativamente à: • Forma e gestão interna • Valores implícitos no seu funcionamento • Influência pessoal • Controlo percebido no interior da Equipa • Conexão entre profissionais • Modelo de Equipa com que os sujeitos melhor se identificam Relacionado estas variáveis com a satisfação no trabalho, pretendeu-se clarificar, que modelos, dinâmicas de intervenção (tipos de cooperação) estavam subjacentes aos dois tipos de composição de equipa designados e qual o seu grau de satisfação no trabalho. Num segundo estudo (2001), pretendeu-se comparar educadores e professores nas dimensões consideradas no primeiro estudo e avaliar a satisfação destes face às modificações legislativas operadas. Por último, tendo em conta o actual enquadramento dos apoio educativos (despacho conjunto 105/97), em relação às mesmas variáveis pretendeu-se averiguar o que era em 1997 (antes da emergência do citado despacho) e volvidos quatro anos, o que é em 2001, comparando as equipas multiprofissionais de 1997 com as equipas de 2001, nas dimensões avaliadas no questionário aplicado, dando um particular destaque à satisfação no trabalho. O questionário utilizado nos dois estudos, foi construído a partir da adaptação de quatro escalas de observação e diagnóstico (Vala e Col. 1990), designadamente : Escala mecânico/orgânico (Mecor), Escala de controlo percebido sobre a situação de trabalho, Escala de valores organizacionais e Escala de satisfação organizacional. O mesmo integrou ainda outras Escalas : Escala sobre os Modelos de Equipa (adaptada de Wooddruft, & Hanson, C, 1987), Escala relativa à conexão entre profissionais (percepção dos professores relativamente ao trabalho dos Psicólogos e outros técnicos não professores) e Escala relativa à conexão entre os vários profissionais após implementação do Decreto Lei n° 105/97). A nível dos resultados, é importante referir que, se verificou a confirmação da interacção postulada por diversos autores, entre as noções de trabalho cooperado/trabalho de equipa e satisfação no trabalho (Thurler 1994; Hargreaves & Dawe 1990; Valerie E.Lee et al. 1991). Assim, verificámos que a tendência dos professores e educadores que trabalham em equipas multiprofissionais vai no sentido de os mesmos valorizarem o trabalho em equipa a nível de aspectos operativos da intervenção dando mais importância à realização pessoal e profissional, do que os sujeitos que trabalham em equipas uniprofíssionais. O nosso estudo evidenciou também que a conexão entre profissionais é melhor a todos os níveis, nos sujeitos que integram equipas multiprofissionais (nas dimensões avaliadas). No que se refere à satisfação total no trabalho constatámos igualmente no nosso estudo, que há uma tendência para os sujeitos que integram equipas multiprofissionais estarem mais satisfeitos com o trabalho que realizam e mais satisfeitos em relação à organização e funcionamento da equipa onde trabalham, do que os sujeitos que integram equipas uniprofissionais. No entanto há a referir que na prática, a grande maioria das equipas multiprofissionais no âmbito da educação especial/apoios educativos, constituem entre nós respostas ainda não sistemáticas decorrentes da especificidade de casos em atendimento, sendo na sua grande maioria ainda desarticuladas e insuficientes. Assim, não obstante algumas alterações legislativas de fundo, verificou-se que, os objectivos preceituados no corpo legislativo estão ainda longe de ser alcançados. Haverá então que reequacionar as respostas inerentes a um modelo colaborativo de actuação multiprofissional, enquanto pesquisa de novas soluções para a transformação das práticas correntes num contexto escolar em devir, imanente à Escola Inclusiva.
Descrição: Dissertação de Mestrado em Psicologia Educacional
URI: http://hdl.handle.net/10400.12/395
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