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Título: O cérebro analfabeto : A questão da demência
Autor: Guerreiro, Manuela
Castro-Caldas, Alexandre
Reis, Alexandra Isabel Dias
Garcia, Carlos
Palavras-chave: Escolaridade
analfabetismo
Doença de Alzheimer
Scholar level
Illiteracy
Alzheimer’s disease
Data: 1996
Editora: ISPA - Instituto Superior de Psicologia Aplicada
Citação: Análise Psicológica, 14(2-3), 341-351
Resumo: O baixo nível cultural e educacional tem sido refe - rido na literatura, como um factor de risco para a doença de Alzheimer. Em Portugal, a prevalência de analfabetismo é muito alta, especialmente na faixa etária em que esta demência surge. O nosso estudo tem como objectivo estabelecer a relação entre estes dois factores, segundo a hipótese de que, se a cognição nos sujeitos de escolaridade baixa dificulta, associações semânticas (quando comparadas com as simbólicas, de nível superior) e se a doença de Alzheimer afecta, principalmente, os mecanismos semânticos e da memória, o padrão da alteração cognitiva deverá ser diferente, se compararmos duas populações de diferentes níveis educacionais. Os resultados obtidos por 64 sujeitos (46 com doença de Alzheimer e 18 controlos) e por 59 analfabetos (26 com doença de Alzheimer e 33 controlos), numa bateria de testes para demência confirma esta hipótese. Pode ser concluído que a cultura contribui para o desenvolvimento de mecanismos de associação, que estão baseados em diferentes estruturas e que podem ser considerados mais «primitivos». A doença produz efeitos, principalmente, em áreas responsáveis pelos mecanismos «primitivos» e poupa os mais sofisticados, pelo menos no inicio da evolução da doença. Palavras
ABSTRACT: Illiteracy and low cultural level have been considered in the litterature as risk factor for Alzheimer’s disease. In Portugal the prevalence of illiteracy is very high in particular in the age brackets proper for deve - loping dementia. This study adresses the question of the relationship between the two facts, based on the following hypothesis: if cognition in low education subjects stems mainiy on semantic association (as compared to high level symbolic ones) and if Alzheimer’s disease disturbs mainly memory and semantic mechanisms, the pattern of cognitive dysfunction would be different if we compare populations of different educational levels. Results obtained by 64 literate (46 demented and 18 non-demented) and 59 illiterate (26 demented and 33 non-demented) subjects in a test battery for dementia confm the hypothesis. It can be conclude that cuiture contributes for the generation of mechanisms of association that are based on different structures that can be considered more ((primitive)). The disease process affects mainly the areas responsable for the «primitive» mechanisms and spares the more sophisticate one, at least at the begining of the evolution of the disease.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.12/3856
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