Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.12/3812
Título: O impacto do aleitamento materno na saúde e bem-estar da mulher
Autor: Rojão, Susana Paula S. V. Rojão
Orientador: Leal, Isabel Pereira
Palavras-chave: Aleitamento materno
Saúde
Qualidade de vida
Bem-estar subjectivo
Mulher
Breast-feeding
Woman
Health
Quality of life
Subjective well-being
Data de Defesa: 2009
Resumo: As políticas de promoção do aleitamento materno actuais focam-se nos benefícios para a saúde da criança, colocando a mulher num plano secundário, não tendo em conta o seu papel fundamental na escolha e decisão, nem como as suas experiências negativas. O presente estudo tem como objectivo avaliar o impacto do aleitamento materno na saúde e bem-estar da mulher. O estudo de carácter comparativo visa comparar a qualidade de vida e o bem-estar subjectivo de mulheres que usam diferentes métodos para alimentar o seu filho dos 3 aos 18 meses de idade, tendo em conta a duração de cada método. Um outro objectivo refere-se à necessidade de identificar quais as variáveis sócio-demográficas que influenciam na percepção de qualidade de vida e do bem-estar subjectivo das mulheres. Participam no estudo 106 mulheres com filhos biológicos entre os 3 e os 18 meses de idade a frequentar a Consulta de Enfermagem de cinco Centros de Saúde da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, sendo avaliadas no que respeita à qualidade de vida (WHOQOL- Bref) e bem-estar subjectivo (Escala de Afectos Positivos e Negativos- PANAS) em função das variáveis tipo de aleitamento e duração do tipo de aleitamento. De acordo com os resultados obtidos, para a variável tipo de aleitamento não se observam diferenças estatisticamente significativas ao nível da percepção de qualidade de vida e bem-estar subjectivo (p < 0.05). O mesmo acontece com a variável duração do tipo de aleitamento, ou seja, não se verifica a existência de uma associação estatisticamente significativa para a variável duração do aleitamento exclusivo tanto ao nível da percepção da qualidade de vida como ao nível do bem-estar subjectivo (p < 0.05). O mesmo se verifica relativamente ao aleitamento materno misto (p < 0.05). Relativamente às variáveis sócio-demográficas: idade, nível de escolaridade, estatuto sócio profissional, paridade, estado civil e apoio recebido no aleitamento, conclui-se que não apresentam uma associação estatisticamente significativa com a percepção de qualidade de vida e bem-estar das participantes (p < 0.05). Concluindo, parece não existir uma associação estatisticamente significativa entre o aleitamento materno e a saúde e bem-estar da mulher, podendo ser considerado tal como em estudos anteriores uma crença de saúde.
ABSTRACT: Policies to promote mother breast-feeding current focus on the health benefits of the child, placing the woman in a secondary position, not taking into account its role in the choice and decision, nor her negative experiences. This study aims to assess the impact of breast-feeding on the health and well-being of women. This study of comparative nature aims to compare the quality of life and subjective well-being of women using different methods to feed her child from 3 to 18 months of age, taking into account the duration of each method. Another objective relates to the need to identify which socio-demographic variables influence the perception of quality of life and subjective well-being of women. The sample of the 106 women with biological children between 3 and 18 months of age attending the outpatient nursing five health centers of the Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo and evaluated with health related quality of life (WHOQOL-Bref) and subjective well-being (Scale of Positive and Negative Affect, PANAS) as a function of the variables type of feeding and duration of type of feeding. According to the results, for the variable type of feeding it was not observed statistically significant differences on the perception of quality of life and subjective well-being (p <0.05). The same is true of the duration of breast-feeding. There is no evidence for the existence of a statistically significant association on the duration of exclusive breast-feeding both in the perception of quality of life and the level of subjective well-being (p <0.05). The same goes for the mothers who breast feed their children, but not exclusively (p <0.05). With regard to socio-demographic variables: age, education level, socio-professional status, parity, marital status and support of breastfeeding, its concluded that there is no statistically significant association with the perception of quality of life and well-being of participants (p <0.05). In conclusion, there seems to be no statistically significant association between breastfeeding and health and welfare of women, and so, that association can be considered, as in previous studies, a health belief.
Descrição: Dissertação de Mestrado apresentada ao Instituto Superior de Psicologia Aplicada
URI: http://hdl.handle.net/10400.12/3812
Designação: Mestrado em Psicologia da Gravidez e da Parentalidade
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