Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.12/3324
Título: Interacção terapêutica em momentos de ambivalência : Um estudo exploratório de um caso de insucesso
Autor: Gonçalves, Miguel M.
Loura, Joana
Ribeiro, Antonio P.
Ribeiro, Eugénia
Santos, Anita
Matos, Marlene
Palavras-chave: Ambivalência
Colaboração terapêutica
Estudo de caso único
Insucesso terapêutico
Ambivalence
Single case study
Therapeutic collaboration
Therapeutic failure
Data: 2012
Editora: ISPA - Instituto Universitário
Citação: Análise Psicológica, 30(3), 467-490
Resumo: No processo psicoterapêutico a mudança constrói-se através da emergência e expansão de excepções ao funcionamento problemático do cliente. Contudo, o potencial de mudança destas excepções ou inovações pode ser abortado através da atenuação do seu significado quando o cliente as desvaloriza, trivializa ou nega. Quando este processo se repete ao longo da terapia estamos na presença de ambivalência, na medida em que ocorre uma oscilação recorrente entre duas posições opostas (inovação-retorno ao funcionamento problemático). O presente estudo exploratório tem como principal objectivo descrever a interacção terapêutica nestes momentos de ambivalência, num caso de insucesso psicoterapêutico, recorrendo ao Sistema de Codificação da Colaboração Terapêutica. Os resultados sugerem que a ambivalência emerge maioritariamente no seguimento de intervenções em que a terapeuta desafia a perspectiva habitual da cliente. Os resultados mostram ainda que a terapeuta tende a responder à ambivalência da cliente com um novo desafio, sendo que a cliente tende a expressar novamente ambivalência ou a discordar da terapeuta. Deste modo, quando a terapeuta persiste no desafio verifica-se frequentemente uma escalada no desconforto da cliente, que se manifesta na evolução de uma resposta de ambivalência para uma resposta de invalidação por parte da cliente.
Change in psychotherapy occurs through the emergence and expansion of exceptions to the client’s problematic functioning. However, these exceptions’ potential to promote change may be aborted by the attenuation of their meaning, when the client devaluates, trivializes or denies them. When this process repeats itself throughout the therapeutic process, clients are facing ambivalence, since there is a recurrent oscillation between two opposite positions (innovation – return to the problematic functioning). The present exploratory study aims at describing the therapeutic interaction within moments in which ambivalence occurs in an unsuccessful case using the Therapeutic Collaboration Coding System. Results suggest that ambivalence emerges mainly as a response to an intervention in which the therapist challenges clients usual (i.e., problematic) perspective. Moreover, results suggest that the therapist tends to respond to client’s ambivalence with a new challenge intervention which is generally followed by ambivalence or even invalidation from the client. Hence, when the therapist persists in challenging the client there is usually an escalation in clients’ discomfort, expressed in the evolution of a ambivalence response towards an invalidation response.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.12/3324
ISSN: 0870-8231
Aparece nas colecções:PCLI - Artigos em revistas nacionais

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