Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.12/322
Título: Tecnologia de informação e comunicação: Atitudes, intenções, variáveis preditoras e representações sociais da inteligência
Autor: Araújo, Maria do Céu
Palavras-chave: Psicologia educacional
Comunicação
Representação social
Atitudes
Inteligência
Tecnologia de informação
Instrumentos
Internet
Educational psychology
Communications
Social representation
Attitudes
Inteligence
Information technology
Data de Defesa: 2006
Editora: Instituto Superior de Psicologia Aplicada
Resumo: O homem como um ser pensante procura e sente a necessidade de se questionar e de assumir uma posição face a uma multiplicidade de assuntos. A sua identidade, a conquista do seu lugar, associa-se à consciência da individualidade, mas igualmente, ao sentimento de pertença a um grupo, a uma comunidade, à sociedade. O acompanhamento das exigências e mudanças sociais torna-se uma requisito essencial. É dado adquirido que a utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação fazem parte dessas exigências, não só porque trazem benefícios acrescidos para o incremento das capacidades artísticas, científicas, criativas, mas e essencialmente porque contribuem para a modificação do comportamento individual e social do ser humano. Numa perspectiva mais pragmática e exteriorizada, constata-se que num leque cada vez mais alargado de profissões, os trabalhadores estão envolvidos em maior ou menor grau, com a utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), designadamente os computadores, Internet e outros sistemas de produção ou de transformação de informação; e que a Escola, como instituição fundamental da nossa sociedade, é cada vez mais solicitada a acompanhar esta mudança, sendo os alunos os agentes directamente envolvidos na aquisição e os futuros percursores desse conhecimento. Ao encarar o objecto final do estudo, as TIC, como variável composta pelo computador e pela Internet, e tendo como objectivo aprofundar o conhecimento acerca dos factores que poderiam contribuir para a explicação da atitude e intenção de utilização do computador, da Internet e das TIC, este trabalho procurou dar resposta a um problema que, em última instância, comportou 6 questões. Qual será a intenção e a atitude dos inquiridos em relação as TIC? Quais as variáveis que irão determinar a intenção e a atitude em relação as TIC? Será que a teoria da acção reflectida terá aplicabilidade na predição da intenção de utilizar as TIC e na auscultação das atitudes em relação à utilização destas Tecnologias? Será que as relações adicionadas ao modelo (norma subjectiva e crenças normativas X motivações) contribuem para a predição da atitude em relação à utilização das TIC? Será que o comportamento passado do sujeito, o grau de contacto/conhecimento, o grau de utilização, a percepção de exigência, a ansiedade e, as representações sociais da inteligência, contribuem para a predição da intenção e atitude da utilização das TIC? Será que as variáveis externas (sexo, sucesso escolar e posse) determinarão a intenção e a atitude em relação à utilização das TIC? A metodologia adoptada por este estudo correlacionai, compreendeu a realização de entrevistas a 20 sujeitos solicitados a enunciarem as vantagens e desvantagens da informática (denominação adoptada frequentemente como exemplo característico das Tecnologias de Informação e Comunicação, e que inquiridos optaram por subdividir em computador e Internet), culminando, após a operacionalização dos vários conceitos e da realização de um pré teste, com a aplicação do questionário final a 407 jovens de ambos os sexos (234 raparigas e 173 rapazes), com idades compreendidas entre os 13 e os 19 anos. Os resultados, estudados com um nível de signifícância de .05, apontam para a importância do índice das crenças comportamentais como preditor da atitude, das atitudes como preditores da intenção de utilizar as TIC, mas igualmente da não contribuição da norma subjectiva (com excepção da utilização do computador) para a predição da intenção, retendo o modelo construído a maioria das relações postuladas pela teoria da acção reflectida (Fishbein & Ajzen, 1975, Ajzen & Fishbein, 1980) concretizadas nas TIC (bem como, e por precedência, no computador e na Internet). Salienta-se a visão muito positiva com que os sujeitos encaram a utilização próxima das Tecnologias de Informação e Comunicação, transmitida não só através das atitudes favoráveis em relação aos três objectos, mas igualmente reforçada pelas crenças nas "vantagens" da utilização do computador e da Internet, bem como pela forte intencionalidade. Destaca-se as relações adicionadas ao modelo de acção reflectida, a influência directa dos grupos sociais relevantes na atitude, quer através da norma subjectiva quer a partir do termo multiplicativo das crenças normativas X motivação para concordar, sendo este cross over effect saliente pela influência da família, revelando-se notório o envolvimento desta para a construção atitudinal. Realça-se o papel das outras variáveis adicionadas. A ansiedade e a percepção de exigência como preponderantes no modelo construído - os estudantes menos ansiosos e que percepcionam uma maior exigência desenvolvem atitudes mais positivas e maiores intenções de utilizar as TIC (computador e Internet). O suporte conferido pelo comportamento passado mais visível na intenção (com a ausência manifesta na atitude em relação à utilização da Internet e das TIC) e a influência diversa dos seus constituintes: o grau de utilização como preditor da intenção e da atitude face à utilização do computador, da intenção de utilização da Internet e das TIC e, a excepção verificada no caso da atitude face à utilização da Internet a das TIC; bem como, a não contribuição do grau de contacto/conhecimento (com a ressalva da relação estabelecida com a atitude face à Internet) para a predição das duas variáveis critério. A prestação da não familiaridade com a inteligência para a predição da atitude face à utilização da Internet e, de uma forma transversal, a relevância das representações sociais da inteligência relativamente às outras variáveis preditoras (com o produto das crenças pelas motivações para concordar com os grupos de referência, com a norma subjectiva, com as crenças comportamentais e avaliação dos resultados, com a ansiedade e com a posse). Quanto à relação das variáveis externas com as variáveis critério, e ressaltando que o sucesso escolar e o sexo não parecem contribuir directamente para a sua predição, constata-se que, embora a atitude não seja directamente determinada pela variável posse, esta última contribui para a predição da intenção de utilizar o computador, Internet e TIC, revelando-se maior por parte dos sujeitos que os possuem. O modelo construído, ao reter as relações básicas postuladas pela teoria da acção reflectida, incluindo outras variáveis (o comportamento passado do sujeito, o grau de contacto/conhecimento, o grau de utilização, a percepção de exigência, a ansiedade e, as representações sociais da inteligência) e relações (a influência directa dos grupos sociais relevantes para esse indivíduo na atitude e, o facto das variáveis externas poderem predizer directamente a intenção) revela que uma abordagem deste tipo, representa uma posição apropriada e teoricamente útil para a auscultação e explicação da atitude e intenção em relação à utilização das TIC no geral, e mais discriminadamente, do computador e da Internet. Concluiu-se que, a versão modificada da teoria da acção reflectida, permite uma compreensão adequada e provavelmente mais consolidada, sendo um enquadramento viável para futuras investigações, alvitrando-se que, um estudo desta natureza, ao pretender transmitir numa vertente psicossociológica a importância que as TIC detinham antes da nova reforma do ensino secundário, poderá servir de referência para no futuro auscultar o progresso destas Tecnologias.
Descrição: Dissertação de mestrado em psicologia Educacional
URI: http://hdl.handle.net/10400.12/322
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