Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.12/320
Título: Stress nos enfermeiros especialistas do Hospital Júlio de Matos em função do sexo
Autor: Aparício, Maria Fernanda
Orientador: Pereira, Orlindo Gouveia
Data de Defesa: 1994
Editora: Instituto Superior de Psicologia Aplicada
Resumo: O presente estudo tem como objectivo analisar o stress no trabalho (job stress) em função da variável sexo em enfermeiros especialistas do Hospital de Júlio de Matos e incide sobre o stress profissional, ocupacional e do dia-a-dia. Foram submetidos a entrevistas psicológicas estruturadas 15 sujeitos (27% do sexo masculino e 73% do sexo feminino) de modo a se conhecerem as experiências de stress que são influenciadas por factores organizacionais, factores do desempenho no trabalho e factores extraorganizacionais. 23 sujeitos (40% do sexo masculino e 60% do sexo feminino) participaram voluntariamente, durante 14 dias consecutivos no registo das principais contrariedades que ocorreram no seu dia-a-dia, deste modo pretendeu-se identificar as principais causas de stress para ambos os sexos. Por último 61 sujeitos (25 % do sexo masculino e 75% do sexo feminino) foram submetidos ao teste de Stroop, no início e no fim de cada período de trabalho a que correspondem 6 medições de interferência cognitiva. Os resultados foram obtidos através das interpretações qualitativas aos conteúdos das entrevistas e dos diários de acontecimentos stressantes e os dados do Stroop obtidos pela prova estatística MANOVA e a prova de Wilcoxon. Os resultados mostram que existem diferenças na identificação das principais fontes de stress segundo o sexo. Para as enfermeiras as fontes de stress são originadas por stressores organizacionais e de desempenho no trabalho bem como stressores extraorganizacionais. Para os enfermeiros os principais stressores identificados são maioritariamente de natureza extraorganizacionais. As experiências de stress das mulheres revelam que as situações ligadas com os problemas com os filhos, e os problemas ligados com a sobrecarga de trabalho doméstico e os problemas de congestionamento de trânsito característico da vida nas cidades constituem as principais causas de stress. Os resultados dos enfermeiros não referem os stressores relacionados com os problemas dos filhos pois as suas preocupações estão mais ligadas com o congestionamento de trânsito, problemas pessoais e os inerentes ao bulício das grandes cidades. Nas experiências de stress verifica-se que as mulheres têm uma maior tendência para associarem o stress com situações problemáticas de natureza organizacional e do desempenho no trabalho. Os resultados dos homens pelo contrário parecem não ser tão influenciados pelas variáveis organizacionais e do desempenho no trabalho. Nota-se também uma ligeira tendência para que as mulheres revelem menor disponibilidade para o lazer. Nos resultados do teste Stroop ou seja na medida de interferência cognitiva, não se verificaram diferenças significativas para as variáveis estudadas. Porém verifica-se que as mulheres têm idênticos valores na medida de interferência cognitiva no inicio do período de trabalho mas estes valores aumentam ligeiramente à medida que termina esse período de trabalho. Nos homens pelo contrário os valores obtidos na medida de interferência cognitiva vão diminuindo à medida que se aproxima o final do período de trabalho. Estes resultados mostram que para as mulheres as variáveis organizacionais e do desempenho no trabalho lhes criam maior tensão. Contrariamente nos homens a variável organizacional e do desempenho no trabalho parece ter um importante efeito de redução do stress.
Descrição: Dissertação de mestrado em Comportamento Organizacional
URI: http://hdl.handle.net/10400.12/320
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