Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.12/3185
Título: Avaliação do impacto de uma intervenção em gestão do stress em pacientes sujeitos a radioterapia e em situação de fadiga oncológica : um estudo quase experimental
Autor: Deep, Cláudia Alexandra Ferreira de Carvalho Ng
Orientador: Leal, Isabel Pereira
Patrão, Ivone Alexandra Martins
Palavras-chave: Cancro
Fadiga-oncológica
Radioterapia
Cognitivo-comportamental
Cancer
Cancer-related-fatigue
Radiotherapy
Cognitive-behavioral
Data de Defesa: 2013
Editora: ISPA - Instituto Universitário das Ciências Psicológicas, Sociais e da Vida
Resumo: RESUMO: A intervenção em gestão do stress cognitivo-comportamental (IGSCC) composta por reestruturação cognitiva, treino em estratégias de coping e relaxação muscular é apontada por parte da Comunidade Científica como eficaz na redução da fadiga oncológica (FO). No entanto, esta opinião não é consensual e parte da investigação argumenta que a terapia cognitivo-comportamental não reestrutura a experiência da crise, durante o tratamento de radioterapia. A FO, altamente debilitante, é suportada por parte dos doentes oncológicos e surge como resultado do processo oncológico (doença e tratamentos). Manifesta-se em exaustão física, mental, emocional e social, impactando a qualidade de vida. A sua etiologia é patopsicofisiológica, com vários factores correlacionados: crenças disfuncionais, estados emocionais com significativa ansiedade, depressão e stress, baixa percepção e satisfação com o suporte social, baixa qualidade de vida e limitada resiliência. Este estudo procura avaliar o impacto da IGSCC, durante a radioterapia, sobre a FO, contribuindo para uma maior compreensão deste constructo tão complexo. É um estudo longitudinal, comparativo e correlacional, recorre a 3 grupos avaliados em 3 momentos: antes da radioterapia (M1), logo após o fim da radioterapia (M2) e seis meses após o fim da radioterapia (M3). O grupo de intervenção é composto por 35 indivíduos com FO sujeitos a IGSCC, o grupo de controlo é composto por 35 sujeitos com FO e apenas sujeitos a radioterapia e o grupo sem FO é composto por 35 sujeitos sem FO e apenas sujeitos a radioterapia. Todos os sujeitos foram previamente seleccionados e colocados aleatoriamente no respectivo grupo depois de responderem ao Termómetro Emocional (Bizarro, Patrão, & Deep, 2012). Avaliou-se ainda a dinâmica emocional, social, cognitiva, a personalidade, a qualidade de vida e as características sociodemográficas e clínicas. Verificou-se que os resultados obtidos dependeram do tipo de tratamento (com ou sem IGSCC) e que quando um paciente tem intervenção psicológica o sofrimento emocional, a ansiedade, a depressão, o impacto e a necessidade de ajuda diminuem (p˂,05). Igualmente verificou-se que a IGSCC alterou as crenças do grupo de intervenção, ajudando-o a lidar com o cancro, reduzindo o sofrimento psicológico e incrementando o bem-estar (p˂,05). Quanto aos padrões de regulação emocional verificou-se o impacto positivo da IGSCC a curto e longo prazo: a IGSCC reestruturou a vivência de crise e reduziu a gravidade da sintomatologia, ainda que se tenha assistido à perda de resultados positivos no grupo de intervenção no M3. A satisfação com o suporte social, resiliência e qualidade de vida também confirmam o impacto positivo da IGSCC a curto e longo prazo (p˂,05). Este estudo demonstra correlações (r˂,05) entre factores estudados: os padrões de regulação emocional estão positivamente correlacionados com a baixa qualidade de vida, e negativamente correlacionados com a resiliência e a satisfação com o suporte social. A IGSCC contribuiu para um maior bem-estar: teve impacto positivo sobre a experiência psicossocial do GI reestruturando a experiência de crise e reduzindo a gravidade dos sintomas. A IGSCC permitiu a reestruturação cognitiva, estabeleceu estratégias de enfrentamento apropriadas e ensinou os pacientes a relaxar. Embora a FO tenha um caráter patopsicofisiológico, com a IGSCC é possível alcançar níveis mais baixos de ansiedade, depressão e stress, considerando-se esta intervenção eficaz na gestão da FO. As implicações clínicas do estudo referem-se a necessidade de detectar a FO e intervir terapeuticamente.
ABSTRACT: A cognitive behavioural intervention in stress management (CBISM) composed by muscle relaxation, cognitive restructuring and training in coping strategies is pointed by some Scientific Community as effective in reducing Cancer Related Fatigue (CRF). However, this opinion is not consensual and part of the investigation argues that cognitive behavioral therapy does not restructures the experience of crisis, during radiotherapy treatment. CRF is a highly debilitating and supported by most cancer patients. It arises as a result of the oncological process (disease and treatment). It manifests itself through physical, mental, emotional and social exhaustion, impacting the quality of life. Its etiology is pathopsychophysiological with several correlated factors: dysfunctional beliefs, emotional states with significant anxiety, depression and stress, low perception and satisfaction with social support, poor quality of life and limited resilience. This study seeks to evaluate the impact of CBISM during radiotherapy, about the FO, contributing to a greater understanding of this complex construct. A longitudinal, comparative and correlational study was developed, using three groups evaluated in three different moments: before radiotherapy (M1), shortly after the end of radiotherapy (M2) and six months after the end of radiotherapy (M3). The intervention group is composed by 35 individuals with CRF subject to a CBISM; the control group is composed by 35 subjects with CRF and only subjected to radiotherapy; and the group without CRF is composed of 35 subjects without CRF and only subjected to radiotherapy. All subjects were previously selected and placed randomly within their group after responding to the Emotional Thermometer (Bizarro, Patrão, & Deep, 2012). We evaluated the emotional, social and cognitive dynamic, personality, quality of life and sociodemographic and clinical characteristics. We found that the results depended on the type of treatment (with or without CBISM), and that when a patient has psychological intervention the emotional distress, anxiety, depression, impact and need for help decrease (p˂,05). We further observed that the CBISM changed the beliefs of the intervention group, helping the participants deal with cancer, reducing psychological distress and increasing well-being (p˂,05). In terms of emotional regulation, there was a positive impact of CBISM in the short and long term: CBISM restructured the experience of crisis and reduced the symptoms’ severity, even if we observed a decrease in positive results for the intervention group in M3. Regarding satisfaction with social support, resilience and quality of life, the positive impact of CBISM was confirmed in the short and long term (p˂ ,05). This study demonstrates correlations (r˂,05) between the studied factors: patterns of emotional regulation are positively correlated with poor quality of life, and negatively correlated with resilience and satisfaction with social support. The CBISM contributed to a greater wellbeing: had a positive impact on the psychosocial experience of the intervention group, restructuring the crisis experience and reducing the symptoms’ severity. The CBISM allowed for a cognitive restructuration, established appropriate coping strategies and taught the patients to relax. Although the CRF has a pathopsychophysiological character, with CBISM it is possible to achieve lower levels of anxiety, depression and stress, being this intervention considered effective. The clinical implications of these results relate to the need to detect the FO and intervene therapeutically.
Descrição: Dissertação de Doutoramento apresentada ao ISPA - Instituto Universitário
URI: http://hdl.handle.net/10400.12/3185
Designação: Doutoramento em Psicologia
Aparece nas colecções:PSAU - Tese de doutoramento

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