Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.12/294
Título: Quatro em linha : O jogo entre clima, confiança, satisfação e criatividade no trabalho
Autor: Almeida, Rute Isabel
Palavras-chave: Psicologia educacional
Comportamento organizacional
Satisfação
Criatividade
Confiança
Clima organizacional
Organizações
Motivação
Satisfação no trabalho
Instrumentos
Data de Defesa: 2006
Editora: Instituto Superior de Psicologia Aplicada
Resumo: São diversas as forças que impulsionam as mudanças que as organizações têm de antecipar e gerir, com o objectivo de assegurar a sua sobrevivência e sucesso. A melhor solução que permite às empresas acompanhar estas mudanças, prende-se com o desenvolvimento e implementação de ideias criativas indutoras de procedimentos, produtos e serviços inovadores. Noutras palavras, para alcançar uma boa posição no mercado competitivo, o trabalho criativo deverá ser encorajado. O trabalho criativo requer que os colaboradores tenham competências criativas, mas mais do que isso depende também do ambiente que se vive no seio da organização e das atitudes resultantes da influência do mesmo, no dia-a-dia dos colaboradores. A relação entre a criatividade e variáveis macro-organizacionais como o clima organizacional e atitudinais como a satisfação no trabalho e expectativas face ao líder ou organização no seu todo, tem sido estudada internacionalmente. No entanto, a escassez de literatura na nossa sociedade, leva-nos a explorar ainda mais esta temática. Para tal, recorremos a um estudo correlacional, onde procurámos averiguar relações entre a criatividade e variáveis como o clima de inovação , satisfação e confiança . De forma a que os resultados reflictam a nossa cultura (societal), e na impossibilidade de recorrer a uma amostragem aleatória, decidimos contactar empresas dos mais variados sectores, tendo conseguido uma amostra de 515 participantes, que participaram no estudo através do preenchimento de um questionário colocado on-line, composto por quatro escalas: "Climate for Innovation", de Scott e Bruce (1994); " Trust in the leader" de Dirks (2000); "Job Satisfaction" de Spector (1985) e "Creativity" de Zhou e George (2001). Os resultados indicam-nos que, ao contrário do que tem sido sugerido na literatura, a criatividade não se relaciona significativamente com as variáveis atitudinais e relacionais em estudo (satisfação no trabalho e a confiança no líder), relacionando-se no entanto com o clima organizacional, relação esta largamente apoiada pela literatura existente. Estes dados levam-nos a concluir, por exemplo, que alguns dos instrumentos poderão não estar correctamente adaptados para a população portuguesa, comprometendo consequentemente a fiabilidade dos resultados. A consequência é que as conclusões aqui obtidas não deverão ser fielmente extrapoladas. No entanto, e apesar das fracas associações observadas, a relação positiva entre clima e criatividade, permite-nos igualmente concluir que independentemente dos indivíduos possuírem ou não um conjunto de características disposicionais que favorecem a criatividade, é imprescindível que a organização promova um clima aberto a novas ideias e à heterogeneidade, de forma a estimular o potencial criativo dos seus recursos humanos. O nosso estudo permitiu-nos tecer também algumas directrizes que se forem adoptadas cuidadosamente pelas organizações poderão incentivar o pensamento dito "irreverente". Foram levantadas por fim algumas questões com o intuito de orientar futuras investigações.
Descrição: Dissertação de mestrado em Comportamento Organizacional
URI: http://hdl.handle.net/10400.12/294
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