Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.12/2791
Título: Perceções de pais e profissionais sobre o processo de transição de crianças com necessidades educativas especiais
Autor: Franco, Maria Margarida de Sousa Santos
Palavras-chave: Intervenção precoce na infância
Transição
Colaboração inter-serviços
early intervention
transition
Inter-service collaboration
Data de Defesa: 2013
Editora: ISPA -Instituto Universitário
Resumo: O presente estudo procura analisar as perceções dos Prestadores de Cuidados e Responsáveis de Caso, relativamente à transição de crianças com Necessidades Educativas Especiais (NEE), com apoio da Intervenção Precoce na Infância (IPI), que transitaram do pré-escolar para o 1.º ano do ensino básico no ano letivo 2012/2013. Neste estudo participaram 14 Prestadores de Cuidados (11 mães, 1 pai e 2 avós, com idades compreendidas entre os 28 e os 60 anos) e os respetivos Responsáveis de Caso (com idades compreendidas entre os 28 e os 55 anos de idade, pertencentes a três Equipas Locais de Intervenção Precoce - ELI e um Agrupamento de Referência para a IPI). Relativamente às crianças, 12 são do género masculino e duas do género feminino com idades compreendidas entre os 6 e os 8 anos e todas frequentavam o 1.º ano do ensino básico (ano letivo 2012/2013). No sentido de dar resposta à finalidade deste estudo, desenvolveu-se uma investigação que utilizou uma metodologia qualitativa e a entrevista semiestruturada como instrumento de recolha de dados. Os resultados obtidos indicaram: a) diferenças entre as perspetivas dos Prestadores de Cuidados e dos Responsáveis de Caso, denunciando a possibilidade da inexistência de uma comunicação ajustada entre as famílias e os profissionais e um fraco envolvimento da família no processo de transição; b) definição de procedimentos de transição de uma forma informal pelo Responsável de Caso; c) ausência de uma boa articulação inter-serviços, planificação conjunta, de carácter multidisciplinar e registo das decisões em documento próprio e único; d) início tardio do planeamento de transição. De uma forma geral os processos de transição foram avaliados de uma forma positiva, apontando para a própria complexidade deste processo, dado que, em última instância, o sucesso da transição parece ser determinado pela adaptação da criança ao novo contexto escolar. Como fatores facilitadores temos: i) características da criança; ii) características da família; iii) continuidade de colegas/espaço; iv) apoio e envolvimento do serviço recetor; v) apoios adequados e continuidade de serviços; vi) apoio do Responsável de Caso. Os condicionalismos mais referidos foram: i) características da criança ii) redução de apoios; iii) diferença de modelos de intervenção; iv) diferenças entre contextos de educação; v) atraso na atribuição de recursos, resposta de matrículas e colocação dos profissionais; vi) excesso de burocracia; vii) falta de apoio do Responsável de Caso.
ABSTRACT: The present study aims to analyze the perceptions of the caregivers and professionals in what concerns transition of children with special educational needs, with support from the Early Childhood Intervention (EI), moving from preschool to the first year of primary education, regarding 2012/2013. In this study were involved 14 caregivers of children that went to elementary school in the academic year 2012/2013 (11 mothers , 1 father and 2 grandparents, aged between 28 and 60 years ) and the respective professional (belonging to 3 ELI and Grouping of Reference for the IPI, aged between 28 and 55 years old) . In order to meet the purpose of this study was developed a research methodology that used a qualitative and semi-structured interview as a tool for data collection. The results indicated: a) differences between the perspectives of the Caregivers providers and the professionals, denouncing the possibility of lack of communication set between families and professionals and a weak family involvement in the transition process; b) definition of transition procedures in an informal way by professional; c) lack of an adequate linkage between services, joint planning, multidisciplinary and record of decisions in a specific document; d) late onset of transition planning . In general, the transition processes were evaluated in a positive way, pointing to the complexity of this process, since, in the last instance, the success of the transition seems to be determined by the child's adjustment to the new school context. The facilitating factors are: i) characteristics of the child; ii) family characteristics; iii) continuity of colleagues/space; iv) support and involvement of the service receiver; v) adequate support and continuity of services; vi) support of the professional of early intervention. The most commonly reported constraints were : i) characteristics of the child; ii) reduction of support ; iii) difference models of intervention; iv) differences between education contexts; v) delay in the allocation of resources, response enrolment and placement of professionals ; vi) excessive bureaucracy; vii) lack of support from the Business Case.
Descrição: Dissertação de Mestrado em Psicologia Educacional, apresentada ao ISPA - Instituto Universitário
URI: http://hdl.handle.net/10400.12/2791
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