Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.12/2733
Título: As relações entre pares de jovens adolescentes socialmente retirados
Autor: Correia, João Carlos Verdelho
Orientador: Santos, António José
Palavras-chave: Psicologia do desenvolvimento
Retirada social
Adolescência
Relações sociais
Amizade
Developmental psychology
Social withdrawal
Adolescence
Social relationships
Friendship
Data de Defesa: 2013
Editora: ISPA - Instituto Universitário das Ciências Psicológicas, Sociais e da Vida
Resumo: Pela primeira vez, na realidade nacional, procurou estudar-se o fenómeno da retirada social na adolescência, isto é, da remoção própria, recorrente e consistente da interação social com os pares. Com base em amostras retiradas de um projeto de investigação longitudinal ainda em curso, procurámos atingir três grandes objetivos: validar um instrumento que permita a sua correta avaliação; caracterizar as relações sociais destes jovens, quer com o grupo de pares, quer com os seus melhores amigos; e, finalmente, analisar a influência de diferentes trajetórias desenvolvimentais de retirada social e de diferentes padrões de amizade no ajustamento psicossocial destes indivíduos ao longo de um ano. Os dados foram recolhidos com base em 3 instrumentos: o Extended Class Play (Burgess, Rubin, Wojslawowicz Bowker, Rose-Krasnor, & Booth-LaForce, 2003) — que permite captar as avaliações que os pares fazem do comportamento, funcionamento e reputação sociais dos colegas —, as Nomeações de Amizade (Bukowski, Hoza, & Boivin, 1994) e o Friendship Quality Questionnaire (Parker & Asher, 1993) — destinado a aceder às perceções que os sujeitos têm de vários aspetos qualitativos da sua melhor amizade. Uma Análise Fatorial Confirmatória permitiu concluir que o modelo hexafatorial do ECP revelou uma boa qualidade de ajustamento global e local, bem como fiabilidade compósita e validade fatorial, convergente e discriminante e, ainda, boa adequação para género e idade. No que diz respeito às relações sociais, verificámos que os jovens socialmente retirados eram descritos pelos pares como sendo significativamente mais isolados, excluídos e vitimizados, mas também mais prosociais do que os seus colegas. Por outro lado, não diferiam destes no número, nem na qualidade de amizade relatada, ainda que tendessem a ter amigos significativamente mais isolados e excluídos, bem como menos agressivos do que os adolescentes do grupo de controlo. Finalmente, observámos que os adolescentes, que no decurso de um ano deixam de ser considerados pelos pares como retirados, são significativamente menos retirados e excluídos num segundo momento avaliativo do que os que continuam ou passam a sê-lo, mesmo controlando os níveis iniciais destas dimensões. Por outro lado, os sujeitos sem amigos em nenhum dos momentos avaliativos considerados são mais excluídos e vitimizados, bem como menos prosociais do que os que têm sempre um amigo recíproco. Os resultados serão discutidos à luz do que tem sido reportado na literatura, refletindo-se sobre as dificuldades sociais que os jovens retirados enfrentam, bem como sobre o possível efeito protetor da participação numa melhor amizade.
ABSTRACT: We tried, for the first time in Portugal, to study the phenomenon of social withdrawal in adolescence, meaning, the recurring and consistent removal of itself from social interaction with peers. Based on samples taken from a longitudinal research project still in progress, we sought to achieve three major goals: to validate an instrument that allows its correct evaluation; to characterize the social relations of youth with the peer group and their best friends; and, finally, to analyze the influence of different developmental pathways of social withdrawal and of different patterns of friendship on the psychosocial adjustment of individuals during one year. Data were collected based on three instruments: the Extended Class Play (Burgess, Rubin, Wojslawowicz Bowker, Rose-Krasnor, & Booth-LaForce, 2003) — which allows to capture the evaluations that peers make of the behavior, social functioning and social reputation of their colleagues —, the Friendship Nominations (Bukowski, Hoza, & Boivin, 1994) and the Friendship Quality Questionnaire (Parker & Asher, 1993) — meant to access the perceptions that individuals have of various qualitative aspects of their best friendships. A Confirmatory Factor Analysis showed that the ECP hexafatorial model tested had a good local and global adjustment, as well as composite reliability and factorial, convergent and discriminant validity, and was also suitable considering gender and age. With regard to social relations, we found that socially withdrawn youth were described by their peers as being significantly more isolated, excluded and victimized, but also more prosocial than their colleagues. On the other hand, they did not differ in the number of mutual friends nor in the reported relationship’s quality, although they tended to have friends significantly more withdrawn and excluded, as well as less aggressive than the control group’s adolescents. Finally, we observed that adolescents, who leave to be considered by peers as withdrawn during one year, are significantly less withdrawn and excluded in a second stage evaluation than those who remain or pass to be so, even after controlling initial levels of these dimensions. Moreover, the friendless subjects, in any moment of evaluation, are more excluded and victimized and also less prosocial than the ones who always have a reciprocal friend. The results will be discussed according to what has been reported in the literature, reflecting on the social difficulties that withdrawn young people face, as well as the possible protective effect of a best friendship’s communion.
Descrição: Tese submetida como requisito parcial para obtenção do grau de Doutoramento em Psicologia - área de especialidade Psicologia do Desenvolvimento
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.12/2733
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