Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.12/2280
Título: Violência no namoro e estilos parentais na adolescência: Compreensão das atitudes face à violência nas relações de namoro em adolescentes e a relação com a sua percepção dos estilos parentais
Autor: Moura, Gonçalo Alves
Palavras-chave: Violência no namoro
Estilos parentais
Adolescência
Atitudes
Dating violence
Parenting styles
Adolescence
Attitudes
Data de Defesa: 2012
Editora: ISPA - Instituto Universitário das Ciências Psicológicas, Sociais e da Vida
Resumo: Apenas recentemente a violência nas relações de intimidade juvenil foi considerado um tópico de pesquisa importante, tendo sido uma variável omissa e/ou mesmo marginalizada nos discursos sociais e científicos, por comparação com outros tipos de violência. As dificuldades associadas à própria definição de violência e à operacionalização desse conceito, bem como a complexidade inerente às variáveis que influenciam diretamente este fenómeno contribuíram para a dificuldade em compreender esta temática. Desta forma, os objectivos principais deste estudo visam a compreensão das atitudes dos jovens face à violência no namoro e a forma como os estilos parentais percepcionados pelos jovens podem condicionar e influenciar a forma como estes toleram e legitimam a violência. A amostra é constituída por jovens com idade compreendidas entre os 12 e os 16 anos de idade (M=13,36; DP=1,06). Para avaliar a percepção que os jovens têm dos estilos parentais dos pais foi utilizado o Parental Authority Questionnaire (PAQ) versão portuguesa adaptada por Morgado, Maroco, Miguel, Machado, e Dias (2006); as atitudes acerca da violência no namoro foram avaliadas através da Escala de Atitudes acerca da Violência no Namoro (EAVN), adaptação da Attitudes Toward Dating Violence Scale, desenvolvida e validada em 1999 por Price e colaboradores, versão portuguesa adaptada por Saavedra, Machado, e Martins (2008). No plano da atitudes verificaram-se diferenças entre géneros, sendo os rapazes quem mais legitimam e toleram a violência no namoro, independentemente de se percepcionarem como perpetradores ou vítimas. As raparigas apresentaram scores médios de legitimação e tolerância face à violência no namoro muito próximos ao dos rapazes, embora sempre inferiores. A idade dos participantes revelou-se um factor pouco conclusivo neste estudo, não sendo evidenciadas diferenças nos níveis de legitimação e tolerância face à violência no namoro, consoante as idades dos participantes. Relativamente à variável estilos parentais destacam-se resultados que permitem confirmar uma relação positiva entre pais que são percepcionados como sendo mais autoritários e permissivos e níveis mais elevados de legitimação e tolerância face à violência no namoro. Verificou-se também que existe uma relação negativa entre pais percepcionados como sendo mais autoritativos e os níveis de aceitação e legitimação da violência. ------ ABSTRACT ------ It was not until recently that the violence in juvenile dating relationships started to become an active research topic, and worth of in-depth discussions, in both scientific publications and socially-oriented speeches. This is corroborated by the information available regarding the latter subject in comparison to other types of violence, for example. Among the factors that have contributed to the current situation are the intrinsic difficulty in defining violence and operationalization of this concept, as well as the understanding of the different variables that directly influence violence in juvenile dating relationships. Thus, the main objective of this study was to understand how juveniles perceive violence in a relationship. In addition, it was investigated how the way they visualize their parents education style can influence, and dictate, their levels of tolerance and acceptance of any form of violence. A sample of 121 participants took part in this study, both genders, aged between 12 and 16 years old (M=13,36; SD=1,06)To evaluate the perception that juveniles have of their parents relantionship, it was used as a reference the PAQ, Portuguese version adapted by Maroco, Miguel, Machado, e Dias (2006); the attitudes towards violence in dating relationships were evaluated by the EAVN, developed and validated in 1999 by Price and co-workers, Portuguese version adapted by Saavedra, Machado, e Martins (2008). The data suggest that there is a difference between genders. Violence in a relationship is more accepted by juvenile males, both from a perspective of the victim or perpretator. There were cases where females showed scores of legitimacy and tolerance towards dating violence very close to the males; however, these were always lower. A parallel between the participants age and the levels of tolerance of violence in dating relantionships proved to be difficult to draw. This study was not able to establish marked differences in the behavior of juveniles aged between X and Y. Regarding the variable parenting styles, the results show that there is a positive correlation between parents who are perceived as being more authoritarian or permissive and higher levels of legitimacy and tolerance towards violence in dating. Accordingly, it was also found that parents perceived as being more authoritative lead to lower levels of acceptance and legitimization of violence.
Descrição: Dissertação de Mestrado em Psicologia Educacional
URI: http://hdl.handle.net/10400.12/2280
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