Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.12/1900
Título: Para uma compreensão do significado moral e cognitivo do fenómeno do vitimizador feliz: Um estudo em crianças de 6-7 anos
Autor: Menéres, Maria Sofia Seabra Pereira Cabral
Lourenço, Orlando
Palavras-chave: Vitimizador feliz/infeliz
Factual
Deôntico
Desenvolvimento cognitivo
Desenvolvimento moral
Data: 2004
Editora: Colégio Internato dos Carvalhos
Citação: Psicologia, Educação e Cultura, 8 (2), 381-403
Resumo: O significado moral e cognitivo do fenómeno do vitimizador feliz/infeliz na atribuição de emoções (positivas ou negativas) pela criança em actos de vitimização está longe de ser totalmente compreendido, como em parte se depreende da existência de resultados contraditórios na literatura recente sobre este fenómeno. Neste estudo, examinámos se (a) o fenómeno do vitimizador feliz (i.e., esperar que um transgressor se sinta bem, não mal, após o seu acto imoral) diminui de incidência quando as crianças são questionadas de um ponto de vista deôntico em comparação com um ponto de vista factual; (b) este fenómeno se associa à capacidade da criança para coordenar afirmações e negações em termos Piagetianos; e (c) o mesmo fenómeno se relaciona com o desenvolvimento moral da criança em termos da sua heteronomia/autonomia moral. Oitenta crianças de 6-7 anos foram primeiramente confrontadas com duas transgressões morais hipotéticas (i.e., roubar e empurrar). Metade delas foram solicitadas depois a atribuir emoções ao respectivo transgressor numa condição factual; e a outra metade, a atribuir emoções numa condição deôntica. Foi também avaliada a capacidade das crianças para coordenar afirmações/negações numa prova de afirmação/negação de Piaget(1974), bem como avaliado o seu nível de heteronomia/autonomia moral na escala de desenvolvimento moral de Kurtines e Pimm (1983). Os resultados mostraram que: (a) o fenómeno do vitimizador feliz foi significativamente menos frequente na condição deôntica que na condição factual; (b) não houve uma relação significativa entre o fenómeno do vitimizador feliz/infeliz e a capacidade das crianças para coordenar afirmações/negações de tipo Piagetiano; e (c) embora o fenómeno do vitimizador infeliz tenha, de algum modo, estado positivamente associado ao sentido de autonomia moral das crianças, tal articulação está longe do que nós prevíamos. A principal conclusão deste estudo é que se quisermos conferir um significado moral à atribuição de emoções pelas crianças em actos de vitimização, então, ao invés do que geralmente tem sido feito, devemos estudar essa atribuição de um ponto de vista deôntico, não apenas de um ponto de vista factual.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.12/1900
ISSN: 0874-2391
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